Score de Centor: Avaliação e Conduta na Dor de Garganta Pediátrica

SMS Campo Grande - Secretaria Municipal de Saúde (MS) — Prova 2020

Enunciado

Mazinho tem 6 anos de idade e está com dor de garganta, tosse seca, sem febre. Ao exame apresenta amígdalas hiperemiadas, sem exudato. À palpação não se percebe linfonodomegalia. Segundo o score de Centor, a conduta mais adequada ao caso é:

Alternativas

  1. A) solicitar hemograma e CAMP Test
  2. B) iniciar amoxicilina com clavulanato, por conta da resistência bacteriana intermediária
  3. C) solicitar hemograma e iniciar antibioticoterapia com retorno para reavaliação em 48 horas
  4. D) prescrever medicamentos sintomáticos, dispensando antibioticoterapia e exames complementares

Pérola Clínica

Score Centor < 2 pontos + tosse + sem febre = tratamento sintomático.

Resumo-Chave

O paciente apresenta apenas 1 ponto no Score de Centor (idade 3-14 anos), sem febre, sem exudato, sem linfonodomegalia e com tosse. Um score baixo indica baixa probabilidade de infecção estreptocócica, justificando apenas tratamento sintomáticos e evitando antibióticos desnecessários.

Contexto Educacional

A dor de garganta é uma queixa comum na pediatria, e a diferenciação entre faringite viral e bacteriana é um desafio diário para o residente. O Score de Centor (ou Centor modificado) é uma ferramenta clínica validada que auxilia na estratificação de risco para faringite estreptocócica, causada pelo Streptococcus pyogenes (Estreptococo beta-hemolítico do grupo A - EBHA). A correta aplicação deste score é fundamental para guiar a conduta terapêutica e evitar o uso indiscriminado de antibióticos. Os critérios do Score de Centor incluem febre, ausência de tosse, linfonodos cervicais anteriores dolorosos, exudato amigdaliano e idade. Cada critério presente soma um ponto. Pacientes com pontuação baixa (0-1 ponto) têm uma probabilidade muito pequena de infecção por EBHA, e a conduta mais apropriada é o tratamento sintomático, como analgésicos e antitérmicos, sem a necessidade de antibióticos ou exames complementares. A importância de não prescrever antibióticos desnecessariamente reside na prevenção da resistência antimicrobiana e na redução de efeitos adversos. Por outro lado, o tratamento adequado da faringite estreptocócica é vital para prevenir complicações graves como a febre reumática e a glomerulonefrite pós-estreptocócica. Portanto, o residente deve dominar o uso do Score de Centor para uma prática clínica baseada em evidências.

Perguntas Frequentes

Quais critérios compõem o Score de Centor para faringite?

Os critérios incluem: febre, ausência de tosse, linfonodos cervicais anteriores dolorosos, exudato amigdaliano e idade (3-14 anos, 15-44 anos, >45 anos). Cada critério positivo soma 1 ponto.

Qual a conduta para um paciente com baixo Score de Centor?

Para pacientes com 0-1 ponto no Score de Centor, a probabilidade de faringite estreptocócica é baixa. A conduta recomendada é o tratamento sintomático, sem necessidade de exames complementares ou antibioticoterapia.

Por que é importante diferenciar faringite viral de bacteriana?

É crucial diferenciar para evitar o uso desnecessário de antibióticos em infecções virais, o que contribui para a resistência bacteriana. Além disso, o tratamento adequado da faringite estreptocócica é vital para prevenir complicações como a febre reumática.

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