ENARE/ENAMED — Prova 2025
Schistosoma, um helminto pertencente à classe Trematoda, à família Schistossomatidae e ao gênero Schistosoma, são vermes digenéticos, delgados, de coloração branca e sexos separados. A fêmea adulta, mais alongada, encontra-se alojada em uma fenda do corpo do macho, denominada canal ginecóforo.O ser humano é o principal hospedeiro definitivo do S. mansoni. É nele que o parasita desenvolve a forma adulta e se reproduz sexuadamente, gerando ovos que são disseminados no meio ambiente por meio das fezes, ocasionando a contaminação das coleções hídricas.O ciclo biológico do S. mansoni depende da presença do hospedeiro intermediário no ambiente. Os caramujos gastrópodes aquáticos, pertencentes à família Planorbidae e ao gênero Biomphalaria, são os organismos que possibilitam a reprodução assexuada do helminto.Com relação ao período de transmissibilidade dessa doença, é correto afirmar que:
Esquistossomose: Eliminação de ovos de S. mansoni inicia ~5 semanas pós-infecção e pode durar >20 anos.
O período de transmissibilidade da esquistossomose mansônica em humanos é prolongado. A eliminação de ovos viáveis nas fezes começa aproximadamente 5 semanas após a infecção e pode persistir por muitos anos, frequentemente entre 6 a 10 anos, mas com relatos de até mais de 20 anos, contribuindo para a manutenção do ciclo de vida do parasita.
A esquistossomose mansônica, causada pelo helminto Schistosoma mansoni, é uma doença parasitária de grande importância em saúde pública, especialmente em regiões tropicais e subtropicais. Compreender seu ciclo biológico e, em particular, o período de transmissibilidade, é fundamental para o controle epidemiológico e a implementação de medidas preventivas. O ser humano atua como hospedeiro definitivo, abrigando as formas adultas do parasita e sendo o principal responsável pela disseminação dos ovos no ambiente através das fezes. Após a infecção por cercárias, as larvas penetram na pele, migram para os vasos sanguíneos e amadurecem em vermes adultos que se acasalam nas veias mesentéricas. A fêmea adulta deposita ovos que são eliminados nas fezes. O período de pré-patência, ou seja, o tempo entre a infecção e o início da eliminação de ovos viáveis, é de aproximadamente 5 semanas. O mais notável, e crucial para a epidemiologia da doença, é a longa duração do período de transmissibilidade: uma pessoa infectada pode continuar a eliminar ovos viáveis por muitos anos, frequentemente entre 6 a 10 anos, e em alguns casos, por mais de duas décadas. Essa persistência na eliminação de ovos viáveis torna o controle da esquistossomose um desafio, pois mesmo indivíduos assintomáticos ou com infecções antigas podem manter o ciclo de vida do parasita ao contaminar coleções hídricas com a presença do hospedeiro intermediário (caramujos do gênero Biomphalaria). Para residentes, o conhecimento detalhado sobre o ciclo e a transmissibilidade é vital para o diagnóstico, tratamento e, principalmente, para a educação em saúde e a implementação de estratégias de controle em comunidades endêmicas, visando quebrar a cadeia de transmissão e reduzir a carga da doença.
O período de pré-patência, que é o tempo desde a infecção até o início da eliminação de ovos nas fezes, é de aproximadamente 5 semanas (35 a 40 dias) para o Schistosoma mansoni. Após esse período, os vermes adultos já estão maduros e as fêmeas começam a depositar ovos.
Uma pessoa infectada pode eliminar ovos viáveis de Schistosoma mansoni por um período bastante longo, geralmente de 6 a 10 anos, mas há relatos de indivíduos que continuam a eliminar ovos por mais de 20 anos. Essa longa duração é crucial para a epidemiologia da doença.
Os caramujos gastrópodes aquáticos do gênero Biomphalaria são os hospedeiros intermediários do S. mansoni. Neles, o parasita passa por um ciclo de reprodução assexuada, transformando miracídios em esporocistos e, posteriormente, em cercárias, que são as formas infectantes para o ser humano.
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