Manejo da SCA sem Supra de ST em Idosos

UNIFESP/EPM - Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina — Prova 2025

Enunciado

Homem, 74 anos de idade, é admitido com dor retroesternal em aperto há 1 hora, sudorese e náuseas. Está em acompanhamento por hipertensão arterial, dislipidemia e tabagismo. Exame físico: PA = 150/90 mmHg, FC = 90 bpm, FR = 22 irpm, SpO2 = 97% em ar ambiente, ausculta cardíaca e pulmonar sem alterações. ECG de 12 derivações = ritmo sinusal com inversão da onda T nas derivações de V1 até V4. Foram coletados exames de sangue, incluindo troponina ultrassensível. Qual é a melhor opção terapêutica nesse momento?

Alternativas

  1. A) AAS 300 mg oral, clopidogrel 300 mg oral, enoxaparina 0,75 mg/Kg subcutâneo e morfina 2 mg endovenoso.
  2. B) AAS 300 mg oral, enoxaparina 1 mg/Kg subcutâneo e isossorbida 5 mg sublingual.
  3. C) AAS 200 mg, clopidogrel 75 mg oral, enoxaparina 1 mg/Kg subcutâneo e isossorbida 5 mg sublingual.
  4. D) AAS 200 mg oral, enoxaparina 1 mg/Kg subcutâneo e morfina 2 mg endovenoso.

Pérola Clínica

SCA sem supra + Estabilidade hemodinâmica → AAS + Anticoagulação + Nitrato (se dor) é o pilar inicial.

Resumo-Chave

No manejo da SCA sem supra de ST, a estabilização com antiagregantes e anticoagulantes é prioritária. O uso de nitratos auxilia no controle da dor isquêmica em pacientes hipertensos.

Contexto Educacional

A Síndrome Coronariana Aguda sem supra de ST (SCASST) engloba a angina instável e o infarto agudo do miocárdio sem supra de ST (IAMSSST). O diagnóstico baseia-se na clínica sugestiva associada a alterações eletrocardiográficas (como inversão de onda T ou depressão do segmento ST) e/ou elevação de marcadores de necrose miocárdica (troponina). A estratificação de risco (usando escores como GRACE ou TIMI) é fundamental para decidir o tempo da intervenção coronariana percutânea. O tratamento medicamentoso inicial foca na redução da demanda de oxigênio e na prevenção da progressão do trombo. A dupla antiagregação plaquetária (DAPT) com AAS e um inibidor do receptor P2Y12 (clopidogrel, ticagrelor ou prasugrel) é o padrão ouro. A anticoagulação (preferencialmente com fondaparinux ou enoxaparina) deve ser mantida até a revascularização ou alta hospitalar. O uso de nitratos sublinguais é eficaz para o manejo sintomático imediato da dor anginosa.

Perguntas Frequentes

Qual a dose de AAS recomendada na SCA?

A dose de ataque recomendada de AAS (ácido acetilsalicílico) na suspeita de síndrome coronariana aguda é de 150 a 300 mg, preferencialmente mastigada para acelerar a absorção, seguida por uma dose de manutenção de 75 a 100 mg por dia por tempo indeterminado, salvo contraindicações.

Quando utilizar nitratos na síndrome coronariana aguda?

Os nitratos (como a isossorbida ou nitroglicerina) são indicados para o alívio da dor isquêmica e controle da hipertensão ou congestão pulmonar associada. Devem ser evitados em pacientes com hipotensão, suspeita de infarto de ventrículo direito ou uso recente de inibidores da fosfodiesterase-5 (sildenafila/tadalafila).

Como ajustar a enoxaparina em pacientes idosos?

Para o tratamento da SCA sem supra de ST, a dose padrão de enoxaparina é 1 mg/kg a cada 12 horas. O ajuste para 0,75 mg/kg (sem dose de ataque EV) é especificamente recomendado para pacientes com 75 anos ou mais que apresentam Infarto COM supra de ST (SCACSST) submetidos a trombólise. Na SCA SEM supra, deve-se atentar principalmente para o ajuste conforme o clearance de creatinina.

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