HPEV - Hospital Professor Edmundo Vasconcelos (SP) — Prova 2023
Mulher trans de 27 anos de idade comparece a Unidade Básica de Saúde manifestando desejo de iniciar o processo de afirmação de gênero de maneira adequada e segura pelo Sistema Único de Saúde. Também deseja ter mais informações sobre a equipe médica que vai acompanhá-la e sobre as regras do processo de afirmação de gênero. Considerando que as pessoas trans têm direito a atenção integral, contemplando todas as suas necessidades, assinale a alternativa que contém as informações corretas a serem fornecidas no que diz respeito às normas de cuidado específico a pessoas transgênero, segundo a resolução CFM 2265/2019:
Resolução CFM 2265/2019: Consentimento livre e esclarecido obrigatório, incluindo risco de esterilidade em afirmação de gênero.
A Resolução CFM 2265/2019 enfatiza a importância do consentimento livre e esclarecido no processo de afirmação de gênero, devendo o paciente ser informado sobre todos os riscos e benefícios, incluindo a possibilidade de esterilidade decorrente de terapias hormonais e cirurgias.
A atenção à saúde de pessoas transgênero é um campo em constante evolução, e a Resolução CFM 2265/2019 estabelece diretrizes importantes para a prática médica no Brasil. Essa resolução visa garantir um atendimento integral, respeitoso e seguro, reconhecendo o direito à afirmação de gênero. Um pilar fundamental é o consentimento livre e esclarecido, que deve ser obtido de forma detalhada, informando sobre todos os aspectos do processo, incluindo os riscos de esterilidade permanente ou temporária decorrente da hormonioterapia e dos procedimentos cirúrgicos. Essa informação é crucial para que a pessoa possa tomar decisões conscientes sobre seu futuro reprodutivo. A resolução também define a necessidade de uma equipe multidisciplinar (endocrinologista, psiquiatra e cirurgião como mínimo), estabelece idades mínimas para intervenções (bloqueio hormonal na puberdade, hormonioterapia a partir dos 16 anos com consentimento dos pais, cirurgias a partir dos 18 anos) e enfatiza a importância do acompanhamento psicológico e social.
O consentimento livre e esclarecido é fundamental para garantir a autonomia do paciente, assegurando que ele compreenda plenamente os procedimentos, riscos (como a esterilidade) e benefícios das intervenções hormonais e cirúrgicas.
Segundo a Resolução CFM 2265/2019, procedimentos cirúrgicos de afirmação de gênero são autorizados a partir dos 18 anos de idade, após avaliação multidisciplinar e acompanhamento adequado.
A equipe mínima deve ser composta por médico endocrinologista, psiquiatra e cirurgião, podendo incluir outros profissionais como psicólogo, assistente social e fonoaudiólogo, conforme a necessidade individual.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo