UESPI - Universidade Estadual do Piauí — Prova 2022
Mulher de 25 anos evita informar a respeito de prática sexual exclusiva com mulher durante a coleta de colpocitologia oncótica. Qual o objetivo do médico para questionar a prática sexual (se com mulher, com homem ou com mulher e homem) antes do exame?
Histórico sexual completo identifica riscos específicos de ISTs e câncer, independente da orientação.
O questionamento sobre a prática sexual (com homens, mulheres ou ambos) é fundamental para identificar riscos específicos de Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) e outras condições de saúde, como o HPV e o câncer de colo de útero, que podem ocorrer em todas as mulheres, independentemente da orientação sexual.
A anamnese sexual é uma parte crucial da consulta ginecológica e de saúde geral, visando identificar riscos e necessidades específicas de cada paciente. O questionamento sobre a prática sexual, incluindo o gênero dos parceiros, não se trata de julgamento, mas de uma ferramenta clínica para uma avaliação de saúde completa e individualizada. Para mulheres que fazem sexo com mulheres (MSM), é um erro comum a crença de que estão isentas de riscos de Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) ou de câncer de colo de útero. O Papilomavírus Humano (HPV), principal agente etiológico do câncer de colo de útero, pode ser transmitido entre mulheres através do contato pele a pele na região genital, compartilhamento de brinquedos sexuais ou contato oral-genital. Portanto, o rastreamento citopatológico (Papanicolau) é igualmente indicado para mulheres MSM, seguindo as mesmas diretrizes da população geral. Além do HPV, outras ISTs como herpes, sífilis, gonorreia e clamídia também podem ser transmitidas entre mulheres. Identificar as especificidades da prática sexual permite ao profissional de saúde oferecer aconselhamento adequado sobre prevenção de ISTs, vacinação (como a do HPV), e realizar os exames de rastreamento necessários. Promover um ambiente de acolhimento e livre de julgamentos é essencial para que as pacientes se sintam confortáveis em compartilhar informações relevantes para sua saúde.
Sim, todas as mulheres com colo uterino, independentemente de sua orientação sexual ou histórico de parceiros, devem realizar o exame de Papanicolau conforme as diretrizes, pois o HPV pode ser transmitido entre mulheres e o risco de câncer de colo de útero persiste.
Mulheres que fazem sexo com mulheres podem ter riscos específicos para algumas ISTs (como HPV, herpes, sífilis, gonorreia) e podem enfrentar barreiras no acesso à saúde devido a preconceitos ou falta de treinamento dos profissionais. A anamnese completa é crucial.
Perguntar sobre o tipo de prática sexual (oral, vaginal, anal, com homens, mulheres ou ambos) permite ao médico avaliar riscos específicos de ISTs, oferecer aconselhamento adequado sobre prevenção e realizar rastreamentos direcionados, promovendo uma saúde sexual mais abrangente.
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