FMP/UNIFASE - Faculdade de Medicina de Petrópolis (RJ) — Prova 2020
A sexualidade dos indivíduos é mais abrangente do que sua atividade sexual, e apresenta um desenvolvimento complexo ao longo da vida envolto por aspectos genéticos, hormonais, históricos, psíquicos e culturais. Todos os médicos, incluindo os médicos atuantes na atenção primária à saúde, devem atuar livres de preconceitos e capazes de acolher a diversidade sexual decorrentes das múltiplas expressões da sexualidade humana. Com relação à saúde sexual, assinale a alternativa correta:
Preconceito, violência e exclusão social são determinantes críticos da saúde da população LGBT.
A saúde da população LGBT é impactada negativamente por fatores sociais como preconceito, violência e rompimento de laços familiares, que atuam como importantes determinantes sociais da saúde. O acolhimento e a ausência de preconceitos são essenciais na atenção primária.
A saúde sexual é um conceito amplo que abrange não apenas a atividade sexual, mas também aspectos genéticos, hormonais, históricos, psíquicos e culturais que moldam a sexualidade humana. Para a população LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais), a saúde é frequentemente impactada por determinantes sociais complexos, como o preconceito, a discriminação, a violência e a exclusão social, incluindo o rompimento de laços familiares. É imperativo que todos os profissionais de saúde, especialmente aqueles na atenção primária, atuem com uma perspectiva livre de preconceitos, promovendo o acolhimento e o respeito à diversidade sexual. Isso significa que as ações de saúde devem ser universais e equitativas, sem pressupor a orientação sexual do paciente ou diferenciar protocolos de rastreamento com base nela. Por exemplo, mulheres lésbicas devem seguir o mesmo protocolo de rastreamento de câncer de colo de útero que mulheres heterossexuais, pois o risco está ligado à exposição ao HPV, não à orientação sexual. A abordagem da sexualidade deve ser proativa e inclusiva, não se limitando a consultas individuais ou a presunções de práticas não heterossexuais. A educação sexual e a prevenção de ISTs devem ser oferecidas a todos, em um ambiente seguro e de confiança, reconhecendo que a saúde sexual é um direito humano fundamental e que a eliminação de barreiras sociais é crucial para a promoção da equidade em saúde.
Preconceito, discriminação, violência (física e psicológica), estigma social e o rompimento de laços familiares são fatores cruciais que afetam negativamente a saúde física e mental da população LGBT.
Sim, mulheres lésbicas devem seguir o mesmo protocolo de rastreamento de câncer de colo de útero que mulheres heterossexuais, pois o risco está relacionado à exposição ao HPV, independentemente da orientação sexual.
A atenção primária deve atuar de forma acolhedora, livre de preconceitos, abordando a sexualidade de forma abrangente, oferecendo educação sexual, prevenção de ISTs e rastreamentos adequados a todos os indivíduos, respeitando a diversidade.
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