PMSO - Prefeitura Municipal de Sorocaba (SP) — Prova 2020
Mulher trans de 55 anos procura UBS devido a quadro de diminuição do jato urinário (com dificuldade de iniciar e de terminar o ato miccional), bem como necessitando urinar mais vezes durante o dia e a noite do que o habitual. Refere que há muitos anos não passa por atendimento preventivo. Nega Hipertensão Arterial, Diabetes ou outras patologias. Nega uso de medicamentos hormonais. Refere que todas as suas relações sexuais têm sido protegidas nos últimos anos. Não possui filhos. Baseado nas informações existentes, qual a abordagem inicial mais coerente?
Mulher trans com sintomas urinários obstrutivos → investigar próstata, mesmo sem hormonioterapia; usar nome social.
Mulheres trans, especialmente aquelas que não realizaram cirurgia de redesignação sexual e/ou não fazem uso de hormônios feminilizantes, mantêm a próstata e, portanto, estão sujeitas a patologias prostáticas como hiperplasia benigna e câncer. A abordagem deve incluir investigação urinária e prostática, sempre respeitando o nome social.
A saúde da população trans é um campo crescente na medicina, exigindo dos profissionais uma abordagem sensível, informada e respeitosa. Mulheres trans são indivíduos que se identificam com o gênero feminino, mas foram designadas como masculinas ao nascer. É fundamental compreender que a identidade de gênero não se alinha necessariamente com a anatomia original, e que a transição pode ou não envolver intervenções hormonais ou cirúrgicas. No caso de uma mulher trans de 55 anos que não faz uso de hormônios e não realizou cirurgia de redesignação sexual, ela mantém a próstata. Portanto, os sintomas do trato urinário inferior (STUI) que ela apresenta (diminuição do jato, dificuldade miccional, polaciúria, noctúria) devem levantar a suspeita de patologias prostáticas, como a hiperplasia prostática benigna (HPB) ou, menos comumente, o câncer de próstata. A investigação inicial deve incluir exames de urina (Urina 1 e Urocultura) para excluir infecção do trato urinário, que pode mimetizar ou coexistir com STUI. A avaliação prostática, incluindo o toque retal e a dosagem de PSA (em momento oportuno, após a investigação inicial e discussão com a paciente), é essencial. É imperativo que todo o processo de atendimento, desde a anamnese até a solicitação de exames, seja realizado utilizando o nome social da paciente, conforme preconizado pelas políticas de saúde e direitos humanos, para garantir um atendimento digno e humanizado.
Mulheres trans podem apresentar sintomas como diminuição do jato urinário, dificuldade para iniciar ou terminar a micção, aumento da frequência urinária (polaciúria e noctúria), e urgência, semelhantes aos homens cis.
Mulheres trans que nasceram com próstata e não realizaram cirurgia de redesignação sexual mantêm o órgão e, portanto, estão em risco de desenvolver condições como hiperplasia prostática benigna e câncer de próstata, independentemente do uso de hormônios.
O nome social deve ser respeitado e utilizado em todas as etapas do atendimento, desde o agendamento até a emissão de exames e receitas, garantindo um ambiente acolhedor e inclusivo, conforme legislação brasileira.
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