Famema/HCFMM - Faculdade de Medicina de Marília (SP) — Prova 2022
No caso de uma criança ou de um adolescente que apresenta algum grau de sofrimento, com angústias, medos, conflitos intensos, por exemplo, não há como tratar sua saúde sem considerar esse componente emocional/relacional significativo. Muitos sintomas físicos têm origem em situações de sofrimento psíquico de origens diversas. Assinale a alternativa correta no tocante a esses aspectos
Saúde mental infanto-juvenil → abordagem multiprofissional e intersetorial, com participação ativa de família e usuário.
A saúde mental de crianças e adolescentes exige uma perspectiva ampliada, reconhecendo a complexidade dos fatores emocionais e relacionais. A colaboração entre equipes de saúde, família e o próprio jovem é fundamental para um plano terapêutico eficaz e centrado no paciente.
A saúde mental infanto-juvenil é uma área complexa e de crescente importância, com o reconhecimento de que muitos sintomas físicos podem ter origem em sofrimento psíquico. A abordagem não pode ser fragmentada, exigindo uma visão holística que considere os aspectos emocionais, relacionais e sociais do desenvolvimento. A prevalência de transtornos mentais em crianças e adolescentes é significativa, e a detecção precoce e intervenção adequada são cruciais para o prognóstico. O diagnóstico e manejo do sofrimento psíquico em jovens demandam uma escuta ativa e qualificada, que vá além da queixa principal. É fundamental considerar o contexto familiar, escolar e social, e a forma como esses fatores interagem com a saúde mental do indivíduo. A construção de um vínculo terapêutico sólido e a avaliação contínua são essenciais para identificar as necessidades e planejar intervenções eficazes. O tratamento deve ser pautado na integralidade e na intersetorialidade, envolvendo não apenas a equipe de saúde mental, mas também a atenção primária, a escola, a família e outros serviços da rede de proteção. A participação ativa do adolescente e de seus familiares na elaboração do projeto terapêutico singular é um diferencial para o sucesso do tratamento, promovendo autonomia e corresponsabilização.
Os pilares incluem a escuta qualificada, a construção de vínculos, a articulação em rede (saúde, educação, assistência social) e a participação ativa da criança/adolescente e sua família no plano terapêutico.
A família é o principal sistema de apoio da criança e do adolescente. Sua participação permite compreender o contexto do sofrimento, fortalecer os recursos familiares e garantir a continuidade do cuidado fora do ambiente clínico.
A integração ocorre através de discussões de caso conjuntas, encaminhamentos qualificados, construção de projetos terapêuticos singulares que envolvam escola, conselho tutelar, serviços de assistência social e outras instituições relevantes.
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