Saúde Mental na ESF: Abordagem e Referência na Atenção Primária

UFPA/HUJBB - Hospital Universitário João de Barros Barreto - Belém (PA) — Prova 2025

Enunciado

Em relação à abordagem dos pacientes com transtornos mentais na Estratégia Saúde da Família, é correto afirmar:

Alternativas

  1. A) Deve haver sempre psiquiatra na equipe de Saúde da Família.
  2. B) Recebem assistência clínica na estratégia e são referenciados para os eMulti (equipes multidisciplinares), antigos NASF (Núcleos de Apoio à Saúde da Família).
  3. C) São atendidos pelo médico da Saúde da Família e podem ser referenciados, quando necessário, para atenção secundária.
  4. D) Não há cadastramento e vinculação para doentes mentais na Estratégia Saúde da Família.
  5. E) São referenciados para Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e posteriormente referenciados para internação em hospitais psiquiátricos.

Pérola Clínica

Saúde mental na ESF: Médico de família atende e referencia para atenção secundária, se necessário.

Resumo-Chave

Na Estratégia Saúde da Família, o médico de família é o profissional de referência para a abordagem inicial dos transtornos mentais. Ele realiza o manejo clínico e, quando a complexidade do caso excede a capacidade da atenção primária, o paciente é referenciado para serviços de atenção secundária, como os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) ou ambulatórios especializados.

Contexto Educacional

A Estratégia Saúde da Família (ESF) desempenha um papel fundamental na Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), sendo a porta de entrada preferencial para o cuidado em saúde mental no Sistema Único de Saúde (SUS). A abordagem dos transtornos mentais na atenção primária visa à integralidade do cuidado, à desestigmatização e à promoção da saúde mental na comunidade. O médico de família e comunidade, juntamente com a equipe multiprofissional, é capacitado para identificar, manejar e acompanhar diversos transtornos. A assistência clínica na ESF inclui o acolhimento, a avaliação inicial, o diagnóstico e o plano terapêutico para casos de menor complexidade. Quando a condição do paciente exige uma intervenção mais especializada, como em transtornos graves, risco de suicídio ou necessidade de psicofármacos específicos, a equipe da ESF realiza a referência para a atenção secundária, que inclui os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), ambulatórios especializados ou, em situações de crise, serviços de urgência e emergência. É incorreto afirmar que deve haver sempre um psiquiatra na equipe da ESF, ou que não há cadastramento para doentes mentais. A ESF é responsável pelo cadastramento e vinculação de todos os indivíduos de sua área de abrangência. A articulação com os eMulti (antigos NASF) é para apoio matricial e qualificação da equipe, não para substituição da referência para a atenção secundária quando esta é necessária.

Perguntas Frequentes

Qual o papel do médico da Estratégia Saúde da Família na saúde mental?

O médico da ESF é responsável pela identificação, manejo inicial e acompanhamento de transtornos mentais leves a moderados, além de coordenar o cuidado e realizar a referência para serviços especializados quando necessário.

Quando um paciente com transtorno mental deve ser referenciado da ESF para atenção secundária?

A referência ocorre quando o caso apresenta maior complexidade, risco de suicídio, falha terapêutica na atenção primária, necessidade de avaliação psiquiátrica especializada ou uso de psicofármacos específicos.

As equipes eMulti (antigos NASF) substituem o psiquiatra na ESF?

As equipes eMulti (Equipes Multiprofissionais na Atenção Primária à Saúde) oferecem apoio matricial e suporte técnico aos profissionais da ESF, mas não substituem a necessidade de referência para psiquiatra ou outros especialistas da atenção secundária em casos específicos.

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