Saúde Mental na Adolescência: Riscos Digitais e Prevenção

PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2022

Enunciado

O ensaio publicado em maio de 2020 pela Revista Ciência e Saúde Coletiva, da Associação Brasileira de Saúde Coletiva, intitulado "O uso intensivo da internet por crianças e adolescentes no contexto da Covid-19 e os riscos para violências autoinflingidas", traz reflexões referentes aos impactos do isolamento social imposto pela pandemia da Covid-19 e sobre o uso intensivo da internet entre crianças e adolescentes e suas possíveis consequências para a prática de violências autoinflingidas. Quanto à saúde mental de crianças e adolescentes, dentre as considerações abaixo, qual é considerada ERRADA:

Alternativas

  1. A) Há algumas práticas de autoagressões, que não necessariamente envolvem transtornos de ordem emocional ou quadros depressivos e que são vistos como práticas culturais aceitas socialmente no universo online. 
  2. B) Não é considerada necessária a criação de protocolos e medidas exclusivas para os adolescentes quanto à prevenção das formas de violências autoinflingidas
  3. C) O uso excessivo da internet pode também gerar uma forma de adição, um transtorno que gera dependência, podendo se expressar em várias formas: cyber sexo, relacional (das redes sociais), adição por jogos
  4. D) Pode ocorrer acirramento de vulnerabilidades para ideações e tentativas de suicídio quando a criança ou o adolescente apresenta, previamente, condições especificas da saúde mental que demandem monitoramento

Pérola Clínica

Saúde mental de adolescentes: o uso intensivo da internet na pandemia ↑ riscos de autoagressão; protocolos de prevenção são essenciais.

Resumo-Chave

O isolamento social e o uso intensivo da internet durante a pandemia de COVID-19 exacerbaram vulnerabilidades em crianças e adolescentes, aumentando os riscos de violências autoinflingidas. A criação de protocolos e medidas exclusivas para esse grupo é crucial para a prevenção e manejo desses comportamentos.

Contexto Educacional

A saúde mental de crianças e adolescentes é uma preocupação crescente, especialmente no contexto do uso intensivo da internet e de eventos como a pandemia de COVID-19, que impôs isolamento social. O ambiente digital, embora ofereça oportunidades de conexão, também expõe os jovens a riscos significativos, incluindo cyberbullying, conteúdos inadequados e pressões sociais que podem exacerbar vulnerabilidades emocionais e levar a comportamentos de violência autoinflingida. A fisiopatologia desses riscos envolve a interação entre fatores individuais (predisposição a transtornos mentais, baixa autoestima), sociais (pressão de pares, cyberbullying) e ambientais (acesso irrestrito a conteúdos online, isolamento). O uso excessivo da internet pode levar a uma forma de adição, com dependência de redes sociais, jogos ou outras atividades online, impactando negativamente o desenvolvimento psicossocial e a regulação emocional. A exposição a comunidades que normalizam ou incentivam a autoagressão também é um fator de risco. Diante desse cenário, é imperativo que os profissionais de saúde e educadores estejam atentos aos sinais de sofrimento psíquico e comportamentos de risco. A criação e implementação de protocolos e medidas exclusivas para adolescentes são fundamentais para a prevenção e intervenção. Isso inclui estratégias de educação digital, monitoramento parental, suporte psicossocial, e o desenvolvimento de redes de apoio que possam identificar e encaminhar jovens em risco, garantindo que recebam a assistência necessária para proteger sua saúde mental e bem-estar.

Perguntas Frequentes

Como o uso excessivo da internet pode afetar a saúde mental de crianças e adolescentes?

O uso excessivo pode levar à dependência (adição digital), exposição a conteúdos prejudiciais, cyberbullying, isolamento social no mundo real e acirrar vulnerabilidades para transtornos de humor e ideação suicida.

Quais são as formas de violências autoinflingidas relacionadas ao ambiente online?

Podem incluir automutilação, ideação suicida, tentativas de suicídio, e comportamentos de risco incentivados por desafios ou comunidades online que normalizam a autoagressão.

Por que são necessários protocolos específicos para adolescentes na prevenção de autoagressões?

Adolescentes possuem vulnerabilidades psicossociais únicas, estão em fase de desenvolvimento da identidade e são altamente influenciados pelo ambiente digital. Protocolos específicos podem abordar essas particularidades e oferecer suporte adequado.

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