Tiago, 26 anos, homem trans, comparece à Unidade Básica de Saúde (UBS) para consulta de rotina com seu médico de família. Relata uso de testosterona injetável há cerca de um ano, estando em amenorreia desde o terceiro mês de uso. Refere parceria sexual estável com homem cisgênero, com uso irregular de preservativos. Questiona sobre a necessidade de método contraceptivo adicional e sobre a realização de rastreamento para câncer do colo do útero. Ao exame físico, apresenta genitália externa com clitoromegalia compatível com a hormonioterapia e refere incômodo importante com a ideia de realizar exames ginecológicos invasivos. Com base nos princípios da Atenção Primária e nas recomendações de saúde integral, qual é a conduta mais adequada?
Alternativas
A) Orientar que a testosterona não é um método contraceptivo, oferecer opções como o DIU de cobre ou métodos apenas com progestogênio e manter o rastreamento citopatológico conforme a periodicidade habitual para pessoas com colo do útero.
B) Contraindicar o uso de qualquer método hormonal, inclusive o DIU de levonorgestrel, devido ao risco de interação com a terapia de afirmação de gênero, e encaminhar o paciente para serviço de referência em planejamento familiar de alta complexidade.
C) Recomendar o uso de anticoncepcionais orais combinados para garantir a eficácia contraceptiva e realizar a coleta de colpocitologia oncótica imediatamente, independentemente da vontade do paciente, devido ao risco aumentado de câncer.
D) Esclarecer que a amenorreia induzida pela testosterona garante a anovulação crônica, dispensando outros métodos contraceptivos, mas reforçar a necessidade de coleta anual de colpocitologia oncótica para prevenção de danos.
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