UERJ/HUPE - Hospital Universitário Pedro Ernesto (RJ) — Prova 2026
Considerando as principais causas de mortalidade masculina no Brasil, segundo os capítulos do CID 10, é importante incluir, prioritariamente nas Campanhas do “Novembro Azul”, o rastreamento de:
Mortalidade masculina → DCV e Causas Externas lideram; Novembro Azul foca em saúde integral, não só próstata.
Embora o Novembro Azul seja associado ao câncer de próstata, as principais causas de morte masculina no Brasil são doenças cardiovasculares e causas externas, exigindo foco em tabagismo e HAS.
A Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem (PNAISH) destaca que a população masculina acessa menos os serviços de saúde primária, resultando em diagnósticos tardios de doenças crônicas. O CID-10 revela que as doenças do aparelho circulatório são a principal causa de óbito, o que justifica a inclusão de medidas contra o tabagismo e a hipertensão em campanhas de massa. O Novembro Azul serve como porta de entrada para o sistema de saúde, onde o médico deve realizar uma abordagem holística. Além do rastreamento oncológico, a avaliação do risco cardiovascular global é mandatória, visto que o impacto na mortalidade geral é significativamente maior quando se controlam fatores de risco metabólicos e comportamentais.
As doenças do aparelho circulatório (DCV) e as causas externas (acidentes e violência) são as principais causas de mortalidade masculina no Brasil. O tabagismo e a hipertensão arterial são fatores de risco modificáveis cruciais que impactam diretamente na redução da mortalidade por DCV, superando em números absolutos a mortalidade por neoplasias específicas como o câncer de próstata.
O Novembro Azul evoluiu de uma campanha focada apenas no câncer de próstata para uma estratégia de saúde integral do homem. O objetivo é incentivar o autocuidado e o rastreamento de doenças crônicas não transmissíveis, como diabetes e hipertensão, além de abordar a saúde mental e a prevenção de infecções sexualmente transmissíveis.
O tabagismo e a hipertensão arterial sistêmica são os principais impulsionadores das doenças isquêmicas do coração e doenças cerebrovasculares. Como estas representam a maior carga de mortalidade masculina no CID-10, o rastreamento e controle rigoroso desses fatores durante as campanhas de saúde são prioridades epidemiológicas para aumentar a expectativa de vida masculina.
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