SES-RJ - Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro — Prova 2024
As tecnologias digitais de informação e o consequente uso de telas revolucionaram o mundo, com impactos positivos em diversos aspectos da vida, refletindo na educação. No entanto, seu uso inadequado, seja pela idade do usuário, seja pelo conteúdo ou pelo tempo de exposição, tem se mostrado danoso para a saúde de crianças e adolescentes. A pandemia de Covid-19 tornou o uso de telas mais frequente, aumentando a preocupação de pais, médicos e educadores. Entre os riscos a que estão expostos os estudantes pela inadequada exposição às telas, encontram-se:I. Atraso no desenvolvimento da linguagem.II. Atraso motor.III. Sedentarismo, obesidade, distúrbios alimentares.IV. Problemas ortopédicos. Quais estão corretos?
Uso inadequado de telas em crianças/adolescentes → atraso linguagem/motor, sedentarismo, obesidade, distúrbios alimentares, problemas ortopédicos.
A exposição excessiva e inadequada a telas em crianças e adolescentes impacta negativamente múltiplos domínios do desenvolvimento e da saúde, incluindo aspectos cognitivos (linguagem), motores, metabólicos (obesidade, distúrbios alimentares) e musculoesqueléticos (ortopédicos), exigindo atenção e orientação médica.
As tecnologias digitais e o uso de telas se tornaram ubíquos na vida de crianças e adolescentes, intensificados pela pandemia de COVID-19. Embora ofereçam benefícios educacionais e de conectividade, a exposição inadequada, seja pelo tempo, conteúdo ou idade, acarreta uma série de riscos significativos para a saúde e o desenvolvimento. É fundamental que pais, educadores e profissionais de saúde compreendam esses impactos para orientar o uso consciente e saudável. Entre os riscos mais documentados, destacam-se os atrasos no desenvolvimento da linguagem e motor, pois o tempo de tela substitui interações sociais e atividades físicas essenciais para essas aquisições. O sedentarismo associado ao uso prolongado de telas é um fator chave para o aumento da obesidade infantil e distúrbios alimentares, além de impactar negativamente a qualidade do sono. Adicionalmente, problemas ortopédicos como dor cervical, má postura e lesões por esforço repetitivo (LER) são cada vez mais prevalentes devido ao posicionamento inadequado durante o uso de dispositivos. A saúde mental também é afetada, com maior risco de ansiedade, depressão e problemas de socialização. Portanto, uma abordagem multidisciplinar e a educação sobre o uso equilibrado das telas são cruciais para mitigar esses danos e promover um desenvolvimento saudável.
A exposição passiva a telas reduz a interação verbal e a oportunidade de diálogo com cuidadores, essenciais para a aquisição e o aprimoramento da linguagem.
Problemas como dor cervical, má postura, síndrome do pescoço de texto (text neck) e dores nas mãos/punhos (tendinites) são comuns devido ao posicionamento inadequado e movimentos repetitivos.
O sedentarismo associado ao tempo de tela contribui para o aumento da obesidade, resistência à insulina e distúrbios alimentares, além de afetar a qualidade do sono.
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