IDOR - Instituto D'Or de Pesquisa e Ensino - Rede D'Or (RJ) — Prova 2025
O uso inadequado de redes sociais e aplicativos de mensagens por crianças e adolescentes pode ter impactos negativos em seu bem-estar emocional e social. Segundo orientações da Sociedade Brasileira de Pediatria, no documento “Menos telas mais saúde” (2019), é importante adotar medidas para mitigar esses riscos. Uma recomendação correta nesses termos é:
Telas: <2 anos (zero); 2-5 anos (1h/dia); 6-10 anos (1-2h/dia); evitar durante refeições e antes de dormir.
A SBP recomenda limites rigorosos de tempo de tela e mediação ativa dos pais para proteger o desenvolvimento neuropsicomotor e a saúde mental de crianças e adolescentes.
O documento 'Menos Telas, Mais Saúde' da SBP (2019) alerta para os perigos da exposição precoce e excessiva ao mundo digital. Entre os riscos documentados estão o atraso no desenvolvimento da linguagem, irritabilidade, transtornos de ansiedade, déficit de atenção e problemas posturais. A plasticidade cerebral na infância torna as crianças mais vulneráveis aos estímulos dopaminérgicos das redes sociais. O pediatra tem papel fundamental em orientar as famílias a promoverem o 'brincar' analógico e o contato com a natureza. A recomendação de restringir telas não é apenas uma proibição, mas uma estratégia de saúde pública para garantir que os marcos do desenvolvimento sejam atingidos de forma saudável e que a saúde mental dos jovens seja preservada diante de algoritmos viciantes.
A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) recomenda: 1) Crianças menores de 2 anos: Exposição zero, inclusive passiva. 2) Crianças entre 2 e 5 anos: Máximo de 1 hora por dia, sempre com supervisão. 3) Crianças entre 6 e 10 anos: Máximo de 1 a 2 horas por dia, com mediação. 4) Adolescentes entre 11 e 18 anos: Máximo de 2 a 3 horas por dia, evitando o uso durante a noite para não prejudicar o sono. O foco deve ser sempre no equilíbrio com atividades físicas e interações presenciais.
O uso de telas durante as refeições prejudica a percepção de saciedade, podendo levar à obesidade, além de anular o momento de interação familiar. Antes de dormir, a luz azul emitida pelos dispositivos inibe a produção de melatonina, o hormônio do sono, causando insônia, fragmentação do sono e prejuízos no rendimento escolar e humor no dia seguinte. A SBP recomenda desconectar pelo menos 1 a 2 horas antes de deitar.
Os pais devem atuar como mediadores, não apenas restringindo o tempo, mas discutindo o conteúdo acessado. Isso inclui criar regras seguras, utilizar filtros de segurança e senhas, e principalmente, estar presente durante o uso. A SBP enfatiza que o monitoramento deve ser proporcional à idade, mas nunca ausente, visando proteger a criança de cyberbullying, exposição a conteúdos inapropriados e o compartilhamento de dados pessoais, que são riscos reais no ambiente digital.
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