FESF-SUS - Fundação Estatal Saúde da Família (BA) — Prova 2022
A Saúde da Criança é uma das áreas programáticas mais relevantes no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). Nesse sentido, a Atenção Primária à Saúde (APS) possui papel fundamental e deve conduzir as ações de cuidado com um olhar biopsicossocial não apenas voltado à criança, mas também, ao contexto de vida e de saúde na qual ela está inserida (BRASIL, 2012). Em relação à Saúde da Criança no âmbito da APS, analise as assertivas e identifique com V as verdadeiras e com F as falsas.( ) Em todas as visitas domiciliares, é fundamental que o profissional de saúde saiba identificar sinais de perigo à saúde da criança.( ) No caso de ser a porta de entrada ou o primeiro contato, as equipes de atenção básica devem notificar as situações de suspeita ou confirmação de violência contra a criança.( ) É desaconselhável que as equipes de saúde visitem as crianças e suas famílias após a primeira semana de vida, de forma a estimular o comparecimento ao serviço de saúde.( ) A participação paterna assume papel secundário no desenvolvimento da criança e, portanto, é irrelevante estimular o engajamento dos pais nas ações relacionadas à saúde infantil. A alternativa que contém a sequência correta, de cima para baixo, é
APS na Saúde da Criança → Visitas domiciliares e notificação de violência são essenciais; participação paterna é fundamental.
A Atenção Primária à Saúde tem papel central na saúde infantil, incluindo a identificação de sinais de perigo e a notificação de violência. Visitas domiciliares são estratégicas, e a participação paterna é crucial para o desenvolvimento e bem-estar da criança.
A Saúde da Criança é uma área prioritária no Sistema Único de Saúde (SUS), com a Atenção Primária à Saúde (APS) desempenhando um papel central na promoção, prevenção e recuperação da saúde infantil. A abordagem deve ser integral, considerando não apenas a criança, mas também seu contexto familiar e social, conforme preconizado pelas políticas de saúde. As visitas domiciliares são estratégias essenciais da APS, especialmente nos primeiros anos de vida da criança. Elas permitem que o profissional de saúde avalie o ambiente doméstico, identifique sinais de perigo, oriente os pais sobre cuidados, vacinação, alimentação e desenvolvimento, e fortaleça o vínculo com a família. A identificação precoce de situações de risco, incluindo a suspeita ou confirmação de violência contra a criança, é uma responsabilidade inalienável da equipe de saúde, que deve proceder à notificação compulsória. Além disso, a promoção da participação paterna é um aspecto cada vez mais valorizado na saúde infantil. Longe de ser um papel secundário, o engajamento dos pais no cuidado e desenvolvimento da criança tem impactos positivos significativos em seu bem-estar físico e psicossocial. A APS deve, portanto, estimular e apoiar a presença ativa de ambos os pais nas ações de saúde, reconhecendo a importância da família como unidade de cuidado.
As visitas domiciliares são cruciais para monitorar o desenvolvimento da criança em seu ambiente familiar, identificar precocemente sinais de perigo, orientar a família sobre cuidados e promover o vínculo com a equipe de saúde, especialmente no período neonatal e primeira infância.
A APS, por ser a porta de entrada e ter contato contínuo com as famílias, tem um papel fundamental na identificação de sinais de violência e negligência. É obrigatório notificar qualquer suspeita ou confirmação às autoridades competentes, protegendo a criança e garantindo sua segurança.
A participação paterna ativa é comprovadamente benéfica para o desenvolvimento cognitivo, emocional e social da criança. O engajamento dos pais nas ações de saúde infantil fortalece o suporte familiar e contribui para um ambiente mais saudável e estimulante.
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