FUBOG - Fundação Banco de Olhos de Goiás — Prova 2023
De acordo com os aspectos da cidadania e sociedade civil no Brasil republicano e Saúde enquanto direito social, a alternativa que se refere à Saúde enquanto ações e serviços de promoção, proteção, recuperação e reabilitação do estado vital positivo é:
Saúde como direito social no Brasil → persiste desigualdade sanitária, com acesso diferenciado por classe social.
Apesar da saúde ser um direito social garantido pela Constituição, a realidade brasileira ainda é marcada por profundas desigualdades sanitárias. Isso se manifesta na coexistência de uma medicina de alta tecnologia para poucos e uma oferta precária de serviços para a maioria da população, evidenciando falhas na efetivação plena desse direito.
No Brasil republicano, a saúde foi progressivamente reconhecida como um direito social, culminando na sua consagração na Constituição Federal de 1988 e na criação do Sistema Único de Saúde (SUS). Este marco legal estabelece que a saúde é um direito de todos e dever do Estado, a ser garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação. Essa visão abrangente da saúde vai além da ausência de doença, englobando aspectos de promoção, proteção, recuperação e reabilitação do estado vital positivo. Contudo, a realidade brasileira ainda contrasta com a idealização constitucional. A questão da cidadania e do direito social à saúde é constantemente desafiada pela persistência de profundas desigualdades sanitárias. Observa-se uma dicotomia marcante: de um lado, uma medicina de alta tecnologia e acesso privilegiado para as elites, muitas vezes através do setor privado; de outro, uma "medicina pobre" ou com acesso restrito e qualidade comprometida para as camadas menos favorecidas da população, que dependem exclusivamente do SUS. Para os residentes, é crucial entender que a saúde não é apenas uma questão biológica, mas também um complexo fenômeno social, econômico e político. A análise crítica das desigualdades sanitárias é fundamental para uma prática médica consciente e engajada, que reconheça os determinantes sociais da saúde e lute pela efetivação do direito universal. Em provas de residência, questões que abordam a interface entre saúde, sociedade e políticas públicas são comuns, exigindo uma visão holística e crítica do sistema de saúde brasileiro.
A Constituição Federal de 1988 estabelece a saúde como um direito de todos e dever do Estado, a ser garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação.
A desigualdade sanitária no Brasil é caracterizada pela disparidade no acesso e na qualidade dos serviços de saúde entre diferentes grupos sociais e regiões geográficas, onde uma parcela da população tem acesso a tecnologias avançadas e outra enfrenta carências básicas, refletindo a estratificação social.
O SUS, ao propor a universalidade e a equidade no acesso, tem um papel fundamental na redução da desigualdade sanitária. No entanto, desafios como subfinanciamento, má gestão e a própria estrutura socioeconômica do país ainda impedem a plena efetivação desses princípios, mantendo as disparidades.
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