SUS-BA - Sistema Único de Saúde da Bahia — Prova 2020
Pediatra faz atendimento em sala de parto de recém nascido com idade gestacional de 36 semanas e 5 dias, que nasceu hipoativo. Após secar o bebê, aquecê-lo e colocar touca, aspirá-lo e posicioná-lo, o mesmo mantém-se hiporesponsivo; em uso de oxigênio sob máscara, apresenta frequência cardíaca de 80 bpm, sem responder à estimulação táctil. Diante da situação descrita, especifique a faixa de valor normal da saturação de oxigênio que um recém nascido deve apresentar até o quinto minuto de vida.
Metas de SatO2 em RN: 1 min (60-65%), 2 min (65-70%), 3 min (70-75%), 4 min (75-80%), 5 min (80-85%), 10 min (85-90%).
Durante a reanimação neonatal, a monitorização da saturação de oxigênio é crucial para guiar a oferta de oxigênio suplementar. As metas de SatO2 são progressivas, aumentando gradualmente nos primeiros 10 minutos de vida, refletindo a transição cardiopulmonar normal do recém-nascido.
A reanimação neonatal é um conjunto de procedimentos essenciais realizados na sala de parto para auxiliar recém-nascidos que não estabelecem uma transição cardiopulmonar adequada. A avaliação rápida e a intervenção precoce são cruciais para reduzir a morbimortalidade. A monitorização da saturação de oxigênio é um pilar fundamental, guiando a necessidade e a concentração de oxigênio suplementar. As diretrizes de reanimação neonatal estabelecem metas de saturação de oxigênio progressivas para os primeiros 10 minutos de vida, refletindo a fisiologia da transição do ambiente intrauterino para o extrauterino. Por exemplo, ao 1º minuto, a SatO2 esperada é de 60-65%, subindo para 80-85% ao 5º minuto e 85-90% ao 10º minuto. Essas metas evitam a hiperóxia, que pode ser lesiva, especialmente para prematuros, e garantem oxigenação adequada para os tecidos. No atendimento em sala de parto, após os passos iniciais (aquecimento, posicionamento, aspiração e estimulação), a avaliação da frequência cardíaca e da respiração determina a necessidade de intervenções adicionais. Se o RN permanecer hipoativo com FC < 100 bpm, a ventilação com pressão positiva deve ser iniciada, e a oximetria de pulso deve ser prontamente instalada para guiar a oferta de oxigênio e a eficácia da reanimação. O conhecimento dessas metas é vital para a prática segura e eficaz do residente.
A monitorização da saturação de oxigênio é fundamental para guiar a oferta de oxigênio suplementar de forma segura e eficaz. Ela permite avaliar a transição cardiopulmonar e evitar tanto a hipóxia quanto a hiperóxia, que podem ser prejudiciais ao recém-nascido.
Os passos iniciais incluem prover calor (secar, aquecer, colocar touca), posicionar a cabeça e o pescoço para abrir as vias aéreas, aspirar secreções se necessário e realizar estimulação tátil. A avaliação da frequência cardíaca e da respiração guia os próximos passos.
A VPP deve ser iniciada se o recém-nascido apresentar apneia, respiração irregular ou gasping, ou se a frequência cardíaca for inferior a 100 batimentos por minuto após os passos iniciais e a estimulação tátil.
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