FMJ - Faculdade de Medicina de Jundiaí - Hospital Universitário (SP) — Prova 2026
O SARS-COV-2 faz parte de uma família de vírus que causam infecções respiratórias, e o novo agente do coronavírus que provoca a doença é chamado de covid 19. Considerando essa informação, é correto afirmar que o tratamento recomendado para os casos leves deve considerar acompanhamento ambulatorial, monitoramento de sintomas e:
COVID leve → Sintomáticos + Hidratação + Repouso (Sem corticoide/anticoagulante).
Casos leves de COVID-19 não requerem terapias específicas como corticoides ou anticoagulantes; o foco é suporte clínico, hidratação e monitoramento de sinais de alerta.
A COVID-19 apresenta um espectro clínico variado, desde infecções assintomáticas até insuficiência respiratória grave. A maioria dos pacientes apresenta a forma leve, caracterizada por sintomas de vias aéreas superiores, febre baixa, mialgia e cefaleia, sem evidência de pneumonia viral ou hipóxia. Para esses casos, as diretrizes da OMS e do Ministério da Saúde recomendam repouso, hidratação vigorosa e analgesia/antitérmicos (paracetamol ou dipirona). A monitorização é essencial, pois a piora clínica geralmente ocorre entre o 7º e o 10º dia de sintomas. Terapias adjuvantes como anticoagulação profilática ou antibióticos não devem ser utilizadas rotineiramente sem indicação clínica específica, como suspeita de coinfecção bacteriana ou risco trombótico elevado documentado.
O uso de corticosteroides, como a dexametasona, está indicado exclusivamente para pacientes com COVID-19 que necessitam de suplementação de oxigênio (casos graves ou críticos). O estudo RECOVERY demonstrou benefício em mortalidade apenas nesse grupo. O uso em casos leves, sem hipoxemia, não traz benefícios e pode ser prejudicial ao retardar o clareamento viral.
Não. Múltiplos estudos clínicos robustos e meta-análises demonstraram que medicamentos como ivermectina, azitromicina, hidroxicloroquina e nitazoxanida não possuem eficácia no tratamento da COVID-19 em qualquer estágio da doença. O tratamento deve ser baseado em evidências, focando em suporte para casos leves e terapias imunomoduladoras/antivirais específicas para casos graves.
Pacientes em manejo ambulatorial devem ser orientados a procurar assistência imediata se apresentarem dispneia (falta de ar), saturação de oxigênio < 94% em ar ambiente, dor torácica persistente, confusão mental ou febre persistente por mais de 5-7 dias, que pode indicar a transição para a fase inflamatória da doença.
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