Santa Casa de São Carlos (SP) — Prova 2020
Com relação ao tratamento dos sarcomas retroperitoneais, assinale a alternativa incorreta:
Sarcomas retroperitoneais: metástases linfonodais são raras (<5%), linfadenectomia não rotineira.
Diferente de muitos outros tumores sólidos, os sarcomas retroperitoneais raramente metastatizam para linfonodos regionais (<5% dos casos). A ressecção em bloco é o pilar do tratamento, e a linfadenectomia só é indicada se houver evidência de comprometimento linfonodal.
Sarcomas retroperitoneais são tumores raros e heterogêneos, representando cerca de 10-15% de todos os sarcomas de partes moles. Eles frequentemente atingem grandes dimensões antes do diagnóstico devido ao espaço que o retroperitônio oferece. O manejo é complexo e exige uma abordagem multidisciplinar, sendo um desafio para a residência cirúrgica e oncológica. O tratamento primário e mais eficaz para sarcomas retroperitoneais é a ressecção cirúrgica completa (R0), que muitas vezes envolve a remoção em bloco de órgãos adjacentes para garantir margens livres. A radioterapia neoadjuvante ou adjuvante pode ser utilizada em casos selecionados para reduzir o risco de recidiva local. A quimioterapia sistêmica tem um papel mais limitado, geralmente reservada para doença metastática ou subtipos específicos. É fundamental compreender que, ao contrário de muitos carcinomas, os sarcomas retroperitoneais raramente metastatizam para linfonodos regionais (incidência <5%). Portanto, a linfadenectomia não é uma parte rotineira da cirurgia, sendo realizada apenas se houver evidência pré-operatória ou intraoperatória de linfonodos comprometidos. Os fatores prognósticos mais importantes incluem o tamanho do tumor, o grau histológico e a obtenção de margens cirúrgicas livres de doença.
O principal objetivo é a ressecção cirúrgica completa (em bloco) do tumor, incluindo órgãos adjacentes que possam estar comprometidos, para obter margens livres e reduzir o risco de recidiva local.
Não, metástases para linfonodos regionais são incomuns em sarcomas retroperitoneais, ocorrendo em menos de 5% dos pacientes. Por isso, a linfadenectomia não é realizada de rotina, sendo reservada para casos com linfonodos suspeitos.
Os principais fatores prognósticos incluem o tamanho do tumor, o grau histológico (diferenciação celular), a presença de necrose tumoral e a amplitude da ressecção cirúrgica (margens livres).
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