SUS-BA - Sistema Único de Saúde da Bahia — Prova 2025
Paciente, sexo feminino, 50 anos de idade, procura o ambulatório relatando tumoração na coxa direita há 6 meses, que está evoluindo com aumento do tamanho. A paciente nega outros síntomas e não possui comorbidades. Ao exame físico, bom estado geral, corada; presença de tumoração nodular no subcutâneo na região anterior da coxa direita, medindo cerca de 10,0cm, fixa à fáscia superficial e indolor à palpação.\n\nQuanto ao estadiamento, características e comportamento oncológico da tumoração dessa paciente, é correto o que se afirma em:
Sarcoma de partes moles → Disseminação hematogênica preferencial para o pulmão.
Tumores de partes moles com >5cm e profundos à fáscia são altamente suspeitos de malignidade; o pulmão é o principal sítio de metástase à distância.
Sarcomas de partes moles são tumores raros e heterogêneos que se originam de tecidos mesenquimais. A apresentação clínica costuma ser uma massa indolor de crescimento progressivo. A regra de ouro é: qualquer massa de partes moles maior que 5 cm, profunda ou em crescimento deve ser considerada maligna até que se prove o contrário.\n\nA abordagem multidisciplinar é essencial, começando por uma biópsia core (agulha grossa) bem planejada e estadiamento sistêmico rigoroso. O tratamento geralmente envolve ressecção cirúrgica com margens amplas, frequentemente associada à radioterapia para controle local.
O pulmão é, de longe, o local mais comum de metástase à distância para a maioria dos subtipos de sarcomas de partes moles. Isso ocorre devido à disseminação preferencialmente hematogênica desses tumores. Por esse motivo, a tomografia de tórax é um exame obrigatório no estadiamento inicial de qualquer paciente com suspeita ou diagnóstico confirmado de sarcoma.
O sistema TNM da AJCC considera o tamanho do tumor (T), o acometimento de linfonodos (N) e a presença de metástases (M). Para sarcomas de extremidades, o T1 é ≤ 5 cm e o T2 é > 5 cm e ≤ 10 cm. Além disso, o grau histológico (G) é um componente crítico que define o estágio final e o prognóstico, influenciando diretamente a agressividade do tratamento.
É uma síndrome de predisposição hereditária ao câncer causada por mutações germinativas no gene supressor de tumor TP53. Pacientes com essa síndrome têm um risco significativamente aumentado de desenvolver diversos tipos de câncer precocemente, incluindo sarcomas de partes moles, câncer de mama, tumores cerebrais e carcinomas adrenocorticais.
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