Sarcoma de Partes Moles: Diagnóstico e Estadiamento

MedEvo Simulado — Prova 2026

Enunciado

Um homem de 58 anos, sem comorbidades conhecidas, procura atendimento médico devido ao aparecimento de uma massa indolor na face anterior da coxa esquerda, com crescimento progressivo notado há cerca de quatro meses. Ao exame físico, observa-se uma lesão de consistência endurecida, fixa aos planos profundos, medindo aproximadamente 8 cm em seu maior eixo, sem alterações cutâneas sobrejacentes ou linfonodomegalias inguinais palpáveis. Uma Ressonância Magnética (RM) da coxa foi realizada e revelou uma formação expansiva heterogênea, localizada profundamente à fáscia muscular, no interior do músculo reto femoral, com sinal isointenso em T1 e hipersinal em T2, apresentando realce periférico pelo gadolínio e medindo 8,5 x 6,2 x 5,5 cm, sem sinais de invasão de feixe neurovascular ou estruturas ósseas. Diante da principal suspeita diagnóstica, assinale a conduta inicial mais adequada para a confirmação histopatológica e o estadiamento sistêmico:

Alternativas

  1. A) Excisão cirúrgica completa da lesão com margens de 2 cm (biópsia excisional) seguida de Tomografia Computadorizada (TC) de tórax e abdome.
  2. B) Realização de biópsia incisional com incisão transversa ao maior eixo do membro e solicitação de Tomografia Computadorizada (TC) de abdome e pelve.
  3. C) Realização de biópsia por aspiração por agulha fina (PAAF) orientada por ultrassonografia e solicitação de PET-CT de corpo inteiro.
  4. D) Realização de biópsia por agulha grossa (core biopsy) com trajeto longitudinal ao eixo do membro e solicitação de Tomografia Computadorizada (TC) de tórax.

Pérola Clínica

Massa profunda >5cm → Suspeita de Sarcoma → Core Biopsy longitudinal + TC de Tórax.

Resumo-Chave

A abordagem inicial de massas profundas suspeitas para sarcoma exige biópsia por agulha grossa com trajeto longitudinal e TC de tórax para estadiamento, visto que o pulmão é o principal sítio de metástase.

Contexto Educacional

Os sarcomas de partes moles são neoplasias raras de origem mesenquimal. O diagnóstico precoce é crucial para o prognóstico. A Ressonância Magnética é o exame de imagem de escolha para avaliação local, permitindo observar a relação com feixes neurovasculares e compartimentos musculares. A biópsia por agulha grossa (core biopsy) é preferível à PAAF por preservar a arquitetura tecidual necessária para a imuno-histoquímica. O estadiamento foca primariamente no tórax, pois a disseminação linfática é rara na maioria dos subtipos histológicos, exceto em casos específicos como o sarcoma epitelioide ou sinovial.

Perguntas Frequentes

Por que a biópsia deve ser longitudinal?

A biópsia deve seguir o eixo longitudinal do membro para que o trajeto da agulha e a cicatriz possam ser completamente ressecados durante a cirurgia definitiva de compartimentectomia, minimizando o risco de recidiva local por contaminação de tecidos adjacentes.

Qual o papel da TC de tórax no sarcoma?

O pulmão é o sítio mais comum de metástase hematogênica nos sarcomas de partes moles. Portanto, a Tomografia Computadorizada de tórax é o exame padrão-ouro para o estadiamento sistêmico inicial, independentemente do subtipo histológico.

Quando suspeitar de malignidade em massas de partes moles?

Deve-se suspeitar de sarcoma em massas que sejam profundas à fáscia muscular, indolores, com crescimento progressivo ou que possuam tamanho maior que 5 cm de diâmetro, exigindo investigação imediata com imagem e biópsia.

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