UERJ/HUPE - Hospital Universitário Pedro Ernesto (RJ) — Prova 2024
O sarcoma de partes moles tem como localização mais comum:
Sarcomas de partes moles ocorrem majoritariamente nas extremidades (~60%), sendo os membros inferiores o sítio mais comum.
Embora raros, os sarcomas de partes moles devem ser suspeitados em qualquer massa profunda ou maior que 5cm, especialmente nas coxas e pernas.
Os sarcomas de partes moles são neoplasias malignas raras originadas do tecido mesenquimal (músculo, gordura, tecido fibroso, vasos e nervos periféricos). Representam menos de 1% de todos os tumores malignos em adultos. A predominância nas extremidades facilita, em teoria, o diagnóstico precoce, porém muitos pacientes ainda chegam com lesões volumosas devido à confusão inicial com hematomas ou lipomas benignos. O tratamento padrão-ouro é a ressecção cirúrgica R0 (margens livres), frequentemente associada à radioterapia para preservação de membro e redução de recidiva local.
A localização mais comum dos sarcomas de partes moles são as extremidades, compreendendo cerca de 60% dos casos. Dentro deste grupo, os membros inferiores (especialmente a coxa) são os mais afetados, seguidos pelos membros superiores. Outras localizações incluem o tronco (15-20%), o retroperitônio (15%) e a região da cabeça e pescoço (9%). Essa distribuição é fundamental para o raciocínio clínico diante de massas de tecidos moles em diferentes segmentos corporais.
Existem mais de 50 subtipos histológicos, mas os mais comuns em adultos são o lipossarcoma, o leiomiossarcoma e o sarcoma pleomórfico indiferenciado (antigo histiocitoma fibroso maligno). Em crianças e adolescentes, o rabdomiossarcoma é o tipo predominante. A histologia, juntamente com o grau de diferenciação celular e o tamanho do tumor, são os principais determinantes do prognóstico e da estratégia terapêutica, que geralmente envolve cirurgia com margens amplas e radioterapia.
Deve-se suspeitar de malignidade em qualquer massa de partes moles que apresente crescimento progressivo, que seja profunda à fáscia muscular, que tenha tamanho superior a 5 cm ou que seja dolorosa. O exame de escolha inicial é a Ressonância Magnética (RM) com contraste, que avalia a relação do tumor com feixes neurovasculares. A confirmação deve ser feita por biópsia por agulha grossa (core biopsy), planejada de forma que o trajeto da agulha possa ser ressecado na cirurgia definitiva.
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