Sarcoma de Kaposi: Diagnóstico em Imunossuprimidos

Santa Casa de São Carlos (SP) — Prova 2023

Enunciado

É neoplasia de partes moles de baixo grau, origina-se das células endoteliais de vasos linfáticos na pele. Sua incidência está aumentando, porque, com maior frequência, ele é observado nos pacientes com síndrome da imunodeficiência adquirida e outros estados de imunossupressão, como o transplante de órgãos.

Alternativas

  1. A) Sarcoma de Kaposi.
  2. B) Angiossarcoma.
  3. C) Dermatofibrossarcoma.
  4. D) Sarcoma de células de Merkel.

Pérola Clínica

Neoplasia de partes moles + células endoteliais linfáticas + imunossupressão (HIV/transplante) → Sarcoma de Kaposi (HHV-8).

Resumo-Chave

O Sarcoma de Kaposi é uma neoplasia vascular de baixo grau associada ao Herpesvírus Humano 8 (HHV-8), que se manifesta predominantemente em pacientes imunocomprometidos, como aqueles com HIV/AIDS ou transplantados, devido à reativação viral e proliferação celular desregulada.

Contexto Educacional

O Sarcoma de Kaposi (SK) é uma neoplasia vascular multifocal de baixo grau que se origina das células endoteliais linfáticas. Sua patogênese está intrinsecamente ligada à infecção pelo Herpesvírus Humano 8 (HHV-8), também conhecido como Kaposi's Sarcoma-associated Herpesvirus (KSHV). Embora a infecção por HHV-8 seja necessária, a doença se manifesta predominantemente em indivíduos com comprometimento do sistema imunológico, o que explica o aumento de sua incidência em pacientes com Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS) e em receptores de transplantes de órgãos em uso de imunossupressores. Existem quatro formas clínicas principais de SK: a clássica (em homens idosos de ascendência mediterrânea ou do Leste Europeu), a endêmica (na África, afetando crianças e adultos jovens), a iatrogênica (em pacientes imunossuprimidos por medicamentos, como transplantados) e a epidêmica (associada ao HIV/AIDS). As lesões cutâneas são as mais comuns, variando de máculas e pápulas a placas e nódulos violáceos, mas a doença pode afetar também mucosas e órgãos internos, como pulmões e trato gastrointestinal. O diagnóstico é feito por biópsia da lesão, e o tratamento depende da extensão da doença e do estado imunológico do paciente. Em pacientes com HIV/AIDS, a terapia antirretroviral de alta potência (TARV) é a pedra angular do tratamento, pois restaura a função imune e pode levar à regressão das lesões. Em transplantados, a redução da imunossupressão pode ser considerada. Para lesões localizadas, podem ser usadas terapias como radioterapia ou excisão cirúrgica. O conhecimento sobre o SK é vital para residentes, dada sua relevância em populações imunocomprometidas.

Perguntas Frequentes

Quais são as principais formas clínicas do Sarcoma de Kaposi?

As principais formas são a clássica (em idosos do Mediterrâneo/Leste Europeu), endêmica (na África), iatrogênica (em transplantados) e associada à AIDS (epidêmica), sendo esta última a mais comum atualmente.

Como é feito o diagnóstico definitivo do Sarcoma de Kaposi?

O diagnóstico definitivo é realizado por biópsia da lesão, que revela proliferação de células fusiformes, fendas vasculares e extravasamento de hemácias, além da detecção de HHV-8.

Qual a relação entre o Sarcoma de Kaposi e o Herpesvírus Humano 8 (HHV-8)?

O HHV-8 (também conhecido como KSHV - Kaposi's Sarcoma-associated Herpesvirus) é o agente etiológico necessário para o desenvolvimento do Sarcoma de Kaposi, embora a infecção por si só não seja suficiente; a imunossupressão é um fator chave para a progressão da doença.

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