Sarcoma de Kaposi no HIV: Etiologia e Manifestações

CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2021

Enunciado

Paciente HIV positivo apresenta múltiplas tumorações vermelho-arroxeadas nas pálpebras e couro cabeludo. Qual o micro-organismo mais provavelmente implicado?

Alternativas

  1. A) Epstein barr vírus.
  2. B) Herpes vírus tipo 1.
  3. C) Herpes vírus tipo 2.
  4. D) Herpes vírus tipo 8.

Pérola Clínica

Lesão violácea em paciente HIV+ → Pensar em Sarcoma de Kaposi (HHV-8).

Resumo-Chave

O Sarcoma de Kaposi é uma neoplasia vascular angioproliferativa causada pelo Herpes Vírus Humano tipo 8 (HHV-8), sendo uma das neoplasias definidoras de AIDS mais comuns.

Contexto Educacional

O Sarcoma de Kaposi (SK) é uma neoplasia multicêntrica derivada de linhagens celulares endoteliais. Desde o início da epidemia de HIV/AIDS, o SK tornou-se um marcador clínico importante de imunossupressão grave. O agente etiológico, HHV-8 (também conhecido como KSHV), é necessário, mas não suficiente para o desenvolvimento da doença, exigindo cofatores como a desregulação imune. Na oftalmologia, o SK pode afetar as pálpebras e a conjuntiva (especialmente o fórnice inferior), podendo ser confundido com calázio ou hemorragia subconjuntival crônica. O diagnóstico definitivo é histopatológico, revelando proliferação de células fusiformes e fendas vasculares preenchidas por hemácias.

Perguntas Frequentes

Qual a aparência típica das lesões do Sarcoma de Kaposi?

As lesões são tipicamente máculas, placas ou nódulos de coloração vermelho-arroxeada ou violácea. Elas podem aparecer na pele, mucosas (especialmente palato), pálpebras, conjuntiva e órgãos internos.

Como o HHV-8 causa o Sarcoma de Kaposi?

O HHV-8 infecta células endoteliais e promove a proliferação celular descontrolada através de proteínas virais que mimetizam citocinas humanas e interferem no ciclo celular, especialmente em estados de imunodeficiência.

Qual o tratamento principal para o Sarcoma de Kaposi associado ao HIV?

O pilar do tratamento é a Terapia Antirretroviral (TARV) para restaurar a imunidade do paciente. Em casos extensos ou viscerais, pode ser necessária quimioterapia sistêmica (ex: doxorrubicina lipossomal).

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