CBO Teórico-Prática - Prova de Imagens da Oftalmologia — Prova 2016
Assinale a alternativa que contenha o provável diagnóstico do paciente cuja figura é mostrada:
Uveíte granulomatosa + nódulos de íris + precipitados ceráticos → Suspeitar de Sarcoidose.
A sarcoidose ocular manifesta-se classicamente como uma uveíte granulomatosa bilateral com nódulos de íris (Koeppe e Busacca) e precipitados em 'gordura de carneiro'.
A sarcoidose é uma doença inflamatória sistêmica idiopática caracterizada pela formação de granulomas não caseificantes em diversos órgãos, sendo os pulmões e os olhos os mais frequentemente afetados. O envolvimento ocular ocorre em cerca de 25-50% dos pacientes e pode ser a primeira manifestação da doença. O reconhecimento dos sinais de uveíte granulomatosa é fundamental para o diagnóstico diferencial. Enquanto a uveíte não granulomatosa apresenta precipitados finos, a granulomatosa (como na sarcoidose, tuberculose e sífilis) exibe precipitados ceráticos volumosos. O tratamento geralmente envolve corticosteroides tópicos e sistêmicos, além de imunomoduladores em casos crônicos ou graves, visando prevenir complicações como catarata, glaucoma e edema macular cistoide.
A sarcoidose ocular tipicamente causa uma uveíte granulomatosa, que pode ser anterior, intermediária, posterior ou uma panuveíte. Os sinais clássicos incluem precipitados ceráticos grossos (em 'gordura de carneiro'), nódulos na íris (Koeppe na margem pupilar e Busacca no estroma) e, no segmento posterior, perivasculite retiniana (em 'pingo de vela') e granulomas de coroide.
Os nódulos de Koeppe localizam-se na borda pupilar e são pequenos e esbranquiçados. Já os nódulos de Busacca localizam-se na superfície anterior do estroma da íris, longe da pupila. Ambos são acúmulos de células inflamatórias (granulomas) e são marcos diagnósticos de inflamação granulomatosa, sendo a sarcoidose uma das principais causas.
O diagnóstico baseia-se na apresentação clínica ocular associada a evidências sistêmicas, como linfadenopatia hilar bilateral na radiografia ou TC de tórax, elevação da enzima conversora de angiotensina (ECA) e, idealmente, biópsia de tecido (como conjuntiva ou glândula lacrimal) demonstrando granulomas não caseificantes.
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