Sarampo: Profilaxia Pós-Exposição em Contatos

UNCISAL - Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas — Prova 2021

Enunciado

Rafael, 6 anos, foi à UBS acompanhado de sua mãe apresentando febre moderada, conjuntivite com fotofobia, tosse intensa e manchas branco-azuladas com halo eritematoso na mucosa jugal. O quadro inicial durou dois dias. No terceiro dia, isto é, no dia da consulta, surgiram lesões maculopapulares eritematosas com áreas de pele sã de permeio. A mãe de Rafael afirma que as lesões começaram próximo à linha de implantação capilar, região retroauricular e nuca. A mãe de Rafael, Ana, estava preocupada, pois é uma gestante de 25 semanas. Além disso, afirmou também que na casa onde moram há Jorge, 4 meses, Maria, 1 ano e Bernardo, 14 anos. Por fim, ao ser questionada, Ana revelou que nenhum de seus filhos é imunocomprometido e que não lembrava se seus filhos eram vacinados. Em relação à prevenção pósexposição de Ana, Jorge, Maria e Bernardo, assinale a alternativa CORRETA

Alternativas

  1. A) Ana, Jorge, Maria e Bernardo irão receber a vacinação de bloqueio ao final da consulta.
  2. B) Ana e Jorge irão receber a vacinação de bloqueio ao final da consulta.
  3. C) Apenas Jorge irá receber a vacinação de bloqueio ao final da consulta.
  4. D) Apenas Maria irá receber a vacinação de bloqueio ao final da consulta.
  5. E) Maria e Bernardo irão receber a vacinação de bloqueio ao final da consulta.

Pérola Clínica

Sarampo: Vacina de bloqueio (MMR) para suscetíveis > 6 meses, até 72h pós-exposição. Gestantes e < 6 meses → Imunoglobulina.

Resumo-Chave

O caso descreve um quadro clássico de sarampo. A profilaxia pós-exposição depende da idade, estado vacinal e condição imunológica do contato. A vacina de bloqueio (tríplice viral) é indicada para contatos suscetíveis com idade ≥ 6 meses, administrada em até 72 horas após a exposição. Gestantes e lactentes menores de 6 meses (ou até 1 ano se a mãe não foi vacinada) devem receber imunoglobulina humana, pois a vacina é contraindicada ou ineficaz para eles.

Contexto Educacional

O sarampo é uma doença viral altamente contagiosa, com potencial de causar complicações graves e óbito, especialmente em crianças pequenas e imunocomprometidos. A vacinação é a principal medida de prevenção, mas em casos de exposição, a profilaxia pós-exposição é crucial para conter a disseminação e proteger indivíduos vulneráveis. O reconhecimento dos sintomas clássicos, como os apresentados por Rafael, é o primeiro passo para a implementação das medidas de controle. A fisiopatologia do sarampo envolve a replicação viral no trato respiratório e disseminação sistêmica, causando a erupção cutânea e outros sintomas. A profilaxia pós-exposição visa conferir imunidade passiva (com imunoglobulina) ou ativa (com vacina) rapidamente. A vacina tríplice viral (MMR) é uma vacina de vírus vivo atenuado, eficaz na indução de imunidade, mas com contraindicações importantes, como gestação e imunodeficiência. Para Ana (gestante) e Jorge (4 meses), a vacina é contraindicada; eles devem receber imunoglobulina humana. Maria (1 ano) e Bernardo (14 anos) são elegíveis para a vacina de bloqueio, desde que dentro do período de 72 horas pós-exposição e sem contraindicações. A alternativa correta reflete a indicação da vacina para Maria e Bernardo, que são os únicos elegíveis para essa forma de profilaxia entre os contatos listados que não são imunocomprometidos e estão na faixa etária adequada para a vacina de bloqueio.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sintomas do sarampo?

O sarampo é caracterizado por febre alta, tosse, coriza, conjuntivite e as manchas de Koplik (pequenas manchas branco-azuladas na mucosa jugal) no período prodrômico. Posteriormente, surge um exantema maculopapular eritematoso que se inicia na face (linha de implantação capilar, retroauricular) e se dissemina para o tronco e membros.

Quem deve receber a vacina de bloqueio para sarampo após a exposição?

A vacina de bloqueio (tríplice viral) é indicada para contatos suscetíveis (não vacinados ou com esquema incompleto) com idade igual ou superior a 6 meses, desde que administrada em até 72 horas após a exposição. Crianças de 6 a 11 meses vacinadas nessa situação devem receber as doses de rotina posteriormente.

Quando a imunoglobulina humana é indicada para profilaxia pós-exposição ao sarampo?

A imunoglobulina humana é indicada para contatos de alto risco que são suscetíveis e não podem receber a vacina, como gestantes, lactentes menores de 6 meses (ou até 1 ano se a mãe não foi vacinada), e imunocomprometidos. Também pode ser considerada se a vacina não puder ser administrada dentro das 72 horas, mas ainda dentro de 6 dias da exposição.

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