Sarampo: Profilaxia Pós-Exposição em Lactentes

UFMT/HUJM - Hospital Universitário Júlio Müller - Cuiabá (MT) — Prova 2020

Enunciado

No ano de 2019 houve aumento exponencial do número de casos suspeitos e confirmados de sarampo no Brasil. Diante de um caso suspeito de sarampo em uma criança de 3 anos de idade, não vacinada, a qual possui um irmão de 6 meses e 15 dias de vida, como se deve proceder para prevenção da doença no bebê?

Alternativas

  1. A) Não vacinar e observar clinicamente esse lactente quanto ao aparecimento dos sintomas e, caso haja suspeita, administrar imunoglobulina humana.
  2. B) Aplicar (uma dose da vacina tríplice viral em no máximo 48 horas da suspeita).
  3. C) Aplicar (uma dose da vacina tríplice viral em no máximo 24 horas da suspeita).
  4. D) Aplicar (uma dose da vacina tríplice viral em no máximo 72 horas da suspeita).

Pérola Clínica

Contato sarampo em lactente <1 ano: vacina SCR entre 6-11 meses (até 72h pós-exposição) ou imunoglobulina (até 6 dias).

Resumo-Chave

Para lactentes entre 6 meses e 11 meses e 29 dias que tiveram contato com caso suspeito de sarampo, a vacina tríplice viral (SCR) deve ser administrada em até 72 horas após a exposição. Se o contato for após 72 horas ou o lactente tiver menos de 6 meses, a imunoglobulina humana é a opção.

Contexto Educacional

O sarampo é uma doença infecciosa aguda, altamente contagiosa, causada por um vírus RNA da família Paramyxoviridae. Caracteriza-se por febre alta, tosse, coriza, conjuntivite e exantema maculopapular que se inicia na face e se espalha pelo corpo. Apesar de ser prevenível por vacinação, surtos ainda ocorrem devido a baixas coberturas vacinais, representando um risco significativo, especialmente para lactentes e imunocomprometidos. A profilaxia pós-exposição é crucial para controlar a disseminação do sarampo. Em lactentes de 6 meses a 11 meses e 29 dias que tiveram contato com um caso suspeito ou confirmado de sarampo, a vacina tríplice viral (SCR) deve ser administrada em até 72 horas após a exposição. Esta dose é considerada uma 'dose zero' e não substitui as doses do calendário vacinal de rotina (12 e 15 meses). Para lactentes menores de 6 meses, gestantes suscetíveis, imunocomprometidos ou contatos que não podem receber a vacina, a imunoglobulina humana é a opção de escolha, devendo ser administrada em até 6 dias após a exposição. O bloqueio vacinal e a vigilância epidemiológica são estratégias fundamentais para conter surtos e proteger a população mais vulnerável.

Perguntas Frequentes

Qual a conduta para lactentes expostos ao sarampo entre 6 e 11 meses de idade?

Para lactentes entre 6 e 11 meses e 29 dias expostos ao sarampo, a vacina tríplice viral (SCR) deve ser administrada em até 72 horas após a exposição. Esta dose não conta para o esquema vacinal de rotina.

Quando a imunoglobulina humana é indicada para profilaxia de sarampo?

A imunoglobulina humana é indicada para profilaxia de sarampo em lactentes menores de 6 meses, gestantes suscetíveis, imunocomprometidos e contatos de alto risco, ou quando a vacina não pode ser administrada dentro do prazo. Deve ser aplicada em até 6 dias pós-exposição.

Qual o esquema vacinal de rotina para sarampo no Brasil?

O esquema vacinal de rotina para sarampo no Brasil consiste em duas doses da vacina tríplice viral (SCR): a primeira dose aos 12 meses e a segunda dose aos 15 meses de idade (tetra viral).

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