UFMT/HUJM - Hospital Universitário Júlio Müller - Cuiabá (MT) — Prova 2020
No ano de 2019 houve aumento exponencial do número de casos suspeitos e confirmados de sarampo no Brasil. Diante de um caso suspeito de sarampo em uma criança de 3 anos de idade, não vacinada, a qual possui um irmão de 6 meses e 15 dias de vida, como se deve proceder para prevenção da doença no bebê?
Contato sarampo em lactente <1 ano: vacina SCR entre 6-11 meses (até 72h pós-exposição) ou imunoglobulina (até 6 dias).
Para lactentes entre 6 meses e 11 meses e 29 dias que tiveram contato com caso suspeito de sarampo, a vacina tríplice viral (SCR) deve ser administrada em até 72 horas após a exposição. Se o contato for após 72 horas ou o lactente tiver menos de 6 meses, a imunoglobulina humana é a opção.
O sarampo é uma doença infecciosa aguda, altamente contagiosa, causada por um vírus RNA da família Paramyxoviridae. Caracteriza-se por febre alta, tosse, coriza, conjuntivite e exantema maculopapular que se inicia na face e se espalha pelo corpo. Apesar de ser prevenível por vacinação, surtos ainda ocorrem devido a baixas coberturas vacinais, representando um risco significativo, especialmente para lactentes e imunocomprometidos. A profilaxia pós-exposição é crucial para controlar a disseminação do sarampo. Em lactentes de 6 meses a 11 meses e 29 dias que tiveram contato com um caso suspeito ou confirmado de sarampo, a vacina tríplice viral (SCR) deve ser administrada em até 72 horas após a exposição. Esta dose é considerada uma 'dose zero' e não substitui as doses do calendário vacinal de rotina (12 e 15 meses). Para lactentes menores de 6 meses, gestantes suscetíveis, imunocomprometidos ou contatos que não podem receber a vacina, a imunoglobulina humana é a opção de escolha, devendo ser administrada em até 6 dias após a exposição. O bloqueio vacinal e a vigilância epidemiológica são estratégias fundamentais para conter surtos e proteger a população mais vulnerável.
Para lactentes entre 6 e 11 meses e 29 dias expostos ao sarampo, a vacina tríplice viral (SCR) deve ser administrada em até 72 horas após a exposição. Esta dose não conta para o esquema vacinal de rotina.
A imunoglobulina humana é indicada para profilaxia de sarampo em lactentes menores de 6 meses, gestantes suscetíveis, imunocomprometidos e contatos de alto risco, ou quando a vacina não pode ser administrada dentro do prazo. Deve ser aplicada em até 6 dias pós-exposição.
O esquema vacinal de rotina para sarampo no Brasil consiste em duas doses da vacina tríplice viral (SCR): a primeira dose aos 12 meses e a segunda dose aos 15 meses de idade (tetra viral).
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