SMS João Pessoa - Secretaria Municipal de Saúde de João Pessoa (PB) — Prova 2026
Como consequência da baixa cobertura vacinal no país, em 2019 o Brasil perdeu o certificado de País Livre do Vírus do sarampo. Sobre o sarampo, pode-se afirmar que:
Sarampo = Pródromo catarral + Manchas de Koplik + Exantema craniocaudal + Diagnóstico Clínico.
O sarampo é uma doença exantemática viral altamente contagiosa cujo diagnóstico é eminentemente clínico, caracterizado por pródromo febril e exantema maculopapular.
O sarampo retornou como um desafio de saúde pública devido à queda na cobertura vacinal. Embora a confirmação laboratorial (sorologia IgM) seja necessária para vigilância epidemiológica, o quadro clínico clássico — febre alta, tosse, coriza, conjuntivite e exantema morbiliforme — permite o diagnóstico presuntivo forte. A complicação mais comum é a otite média, enquanto a pneumonia é a principal causa de morte. O tratamento é de suporte, com destaque para a suplementação de Vitamina A, que reduz a morbimortalidade em crianças.
As manchas de Koplik são pequenas pápulas brancas com halo eritematoso localizadas na mucosa bucal, geralmente opostas aos molares. Elas são consideradas patognomônicas do sarampo e aparecem no final do período prodrômico, desaparecendo logo após o surgimento do exantema cutâneo.
O exantema do sarampo é maculopapular, morbiliforme e não pruriginoso. Ele tem progressão craniocaudal (começa na linha do cabelo e atrás das orelhas e desce para o tronco e membros) e tende a se tornar confluente. Surge geralmente entre o 3º e 5º dia após o início da febre alta e sintomas catarrais.
Lactentes nascidos de mães que já tiveram sarampo ou foram vacinadas recebem anticorpos IgG via transplacentária. Essa imunidade passiva é protetora, mas temporária, geralmente durando até os 6 a 9 meses de vida, motivo pelo qual a vacinação de rotina começa aos 12 meses.
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