AMRIGS - Associação Médica do Rio Grande do Sul — Prova 2020
A mais frequente complicação de sarampo em paciente pediátrico com imunossupressão por tratamento de neoplasia é:
Sarampo em imunossuprimidos (ex: neoplasia) → maior risco de pneumonia (viral ou bacteriana secundária), complicação mais frequente e grave.
Em pacientes pediátricos imunossuprimidos, como aqueles em tratamento de neoplasia, o sarampo pode ter um curso mais grave e prolongado. A pneumonia, seja viral primária pelo próprio vírus do sarampo ou bacteriana secundária, é a complicação mais comum e letal nesse grupo.
O sarampo é uma doença viral altamente contagiosa que, embora geralmente autolimitada em indivíduos imunocompetentes, pode ter um curso devastador em pacientes imunossuprimidos, como crianças em tratamento de neoplasias. Nesses pacientes, a infecção pelo vírus do sarampo pode levar a uma doença prolongada, com replicação viral persistente e supressão imunológica profunda, aumentando significativamente o risco de complicações graves e morte. A complicação mais frequente e letal do sarampo em pacientes pediátricos imunossuprimidos é a pneumonia. Esta pode ser uma pneumonia viral primária, causada diretamente pelo vírus do sarampo, ou uma pneumonia bacteriana secundária, que se desenvolve devido à imunossupressão induzida pelo sarampo, que predispõe a infecções por patógenos bacterianos oportunistas. Outras complicações graves, como encefalite e panencefalite esclerosante subaguda (PEES), são menos comuns, mas igualmente preocupantes. O manejo do sarampo em pacientes imunossuprimidos exige vigilância intensiva, suporte respiratório, e tratamento agressivo de infecções secundárias. A profilaxia pós-exposição com imunoglobulina é crucial para esses pacientes não imunizados expostos ao vírus. A prevenção, através da vacinação de contatos e da manutenção de alta cobertura vacinal na população geral, é a estratégia mais eficaz para proteger esses grupos vulneráveis.
Em pacientes imunossuprimidos, o sistema imunológico não consegue montar uma resposta eficaz contra o vírus do sarampo. Isso leva a uma replicação viral prolongada e disseminada, resultando em doença mais grave, com maior risco de complicações e mortalidade, além de um período de contágio mais longo.
A pneumonia pode ser viral primária, causada diretamente pelo vírus do sarampo, ou bacteriana secundária, resultante da imunossupressão induzida pelo vírus que predispõe a infecções bacterianas. Ambas são graves, mas a pneumonia bacteriana secundária é frequentemente a causa de óbito.
A vacina tríplice viral (sarampo, caxumba, rubéola) é uma vacina de vírus vivo atenuado e geralmente contraindicada durante o tratamento imunossupressor de neoplasias. A proteção desses pacientes depende da imunidade de rebanho e da vacinação de seus contatos próximos, além de medidas de isolamento em caso de surto.
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