UNESC - Centro Universitário do Espírito Santo — Prova 2020
No sarampo, a ocorrência de superinfecção viral ou bacteriana é facilitada pelo(a):
Sarampo → imunossupressão transitória = ↑ risco de superinfecções bacterianas e virais.
O vírus do sarampo causa uma imunossupressão transitória significativa, caracterizada por linfopenia e disfunção de células T e B, que dura semanas a meses. Essa supressão da resposta imune facilita a ocorrência de superinfecções, como pneumonia bacteriana ou otite média aguda, que são as principais causas de morbidade e mortalidade.
O sarampo é uma doença infecciosa aguda altamente contagiosa causada por um RNA vírus da família Paramyxoviridae. Embora classicamente conhecida por seu exantema maculopapular, a gravidade do sarampo reside em suas complicações, que são frequentemente resultado da imunossupressão induzida pelo vírus. Essa imunossupressão é um ponto crucial para a compreensão da doença. A fisiopatologia da imunossupressão no sarampo envolve a infecção e depleção de linfócitos T e B, além de uma disfunção de macrófagos e células dendríticas. Isso resulta em uma "amnésia imunológica" transitória, onde o sistema imune fica comprometido e menos capaz de responder a novos patógenos ou reativar defesas contra infecções prévias. Essa janela de vulnerabilidade pode durar semanas a meses após a fase aguda da doença. Durante esse período de imunossupressão, o paciente fica suscetível a superinfecções, tanto virais quanto bacterianas. As mais comuns e graves incluem pneumonia bacteriana (causada por Streptococcus pneumoniae, Haemophilus influenzae, Staphylococcus aureus), otite média aguda e diarreia. A encefalite é outra complicação grave, embora menos frequente. A vacinação é a principal ferramenta para prevenir o sarampo e suas devastadoras consequências imunológicas.
As principais complicações do sarampo incluem otite média aguda, pneumonia (viral ou bacteriana), laringotraqueobronquite, diarreia grave, encefalite aguda e panencefalite esclerosante subaguda (PESS).
O vírus do sarampo infecta células imunes, como linfócitos T e B e macrófagos, levando à linfopenia e à supressão da resposta imune celular e humoral, tornando o hospedeiro vulnerável a outras infecções.
A vacinação é a medida mais eficaz para prevenir o sarampo e suas complicações graves, incluindo a imunossupressão e as superinfecções, contribuindo para a saúde individual e coletiva.
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