UNAERP - Universidade de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2020
Adolescente de 17 anos dá entrada na UPA com queixa de febre alta há 3 dias, associada a rinorreia e tosse. Hoje, notou surgimento de manchas vermelhas no corpo. Ao exame, exantema maculopapular em pescoço, face e tronco. A suspeita diagnóstica e a conduta são:
Febre alta + pródromos catarrais (tosse, coriza) + exantema maculopapular cefalocaudal = Sarampo → Notificação compulsória.
O quadro clínico de febre alta, rinorreia, tosse e exantema maculopapular com progressão cefalocaudal é altamente sugestivo de sarampo. Diante da suspeita, a conduta imediata é a notificação compulsória do caso às autoridades de saúde e o início da investigação epidemiológica para controle da doença.
O sarampo é uma doença infecciosa aguda, altamente contagiosa, causada por um vírus RNA da família Paramyxoviridae. Apesar da existência de uma vacina eficaz, surtos ainda ocorrem em regiões com baixa cobertura vacinal, tornando seu reconhecimento e manejo essenciais para a saúde pública. A doença é de notificação compulsória imediata, devido ao seu alto potencial de transmissão e às complicações graves que pode causar, como pneumonia, encefalite e óbito. A fisiopatologia envolve a replicação viral no trato respiratório e disseminação linfática, culminando na viremia e no aparecimento dos sintomas. O diagnóstico do sarampo é primariamente clínico, baseado na tríade clássica de febre alta, tosse, coriza e conjuntivite (pródromos catarrais), seguidos pelo exantema maculopapular que surge na face e pescoço e se espalha centrifugamente para o tronco e membros. As manchas de Koplik, embora patognomônicas, são transitórias e nem sempre presentes. O tratamento do sarampo é de suporte, visando aliviar os sintomas e prevenir complicações. A vitamina A é recomendada para todas as crianças com sarampo, especialmente em países em desenvolvimento, para reduzir a morbimortalidade. A principal medida de controle é a vacinação com a tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola). Em caso de suspeita, além da notificação, é fundamental o isolamento do paciente para evitar a disseminação e a investigação epidemiológica para identificar contatos e vacinar suscetíveis.
Os principais sinais e sintomas do sarampo incluem febre alta, tosse, coriza e conjuntivite (pródromos catarrais), seguidos pelo surgimento de um exantema maculopapular que se inicia na face e pescoço e se espalha para o tronco e membros.
O sarampo é uma doença de notificação compulsória devido ao seu alto potencial de transmissão, gravidade das complicações e à necessidade de rápida intervenção das autoridades de saúde para controle de surtos e investigação epidemiológica.
A diferenciação do sarampo de outras doenças exantemáticas, como rubéola ou exantema súbito, baseia-se na sequência dos sintomas: febre alta e pródromos catarrais proeminentes antes do exantema, e a progressão cefalocaudal do rash são características do sarampo.
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