Sarampo: Conduta Epidemiológica e Bloqueio Vacinal

HFASP - Hospital de Força Aérea de São Paulo — Prova 2023

Enunciado

Menina, 1 ano, foi trazida da creche pela mãe e chega à unidade básica de saúde com febre alta (38,5ºC), exantema maculopapular morbiliforme de direção cefalocaudal, tosse seca, coriza, conjuntivite e pequenos pontos brancos na mucosa bucal, na altura do terceiro molar. Quais as principais providências do ponto de vista epidemiológico?

Alternativas

  1. A) Colher amostras e aguardar confirmação laboratorial do diagnóstico para realizar bloqueios vacinais seletivos na creche.
  2. B) Notificar, investigar e realizar bloqueio vacinal seletivo em até 72 horas.
  3. C) Buscar casos suspeitos nos últimos 15 dias.
  4. D) Notificar depois de confirmar laboratorialmente.

Pérola Clínica

Sarampo: notificação imediata + bloqueio vacinal até 72h pós-exposição para contatos suscetíveis.

Resumo-Chave

O sarampo é uma doença de notificação compulsória imediata devido ao seu alto poder de transmissão e gravidade. A conduta epidemiológica inclui a investigação do caso e o bloqueio vacinal seletivo dos contatos suscetíveis na comunidade ou instituição, idealmente nas primeiras 72 horas após a exposição, para conter a disseminação.

Contexto Educacional

O sarampo é uma doença viral altamente contagiosa, causada pelo vírus do sarampo, que se dissemina por gotículas respiratórias. Apesar da disponibilidade de vacina eficaz, surtos ainda ocorrem, tornando a vigilância epidemiológica e a resposta rápida essenciais. A doença é caracterizada por febre alta, tosse, coriza, conjuntivite e um exantema maculopapular que se espalha pelo corpo, além das patognomônicas manchas de Koplik. Do ponto de vista epidemiológico, a suspeita de sarampo exige notificação compulsória imediata às autoridades de saúde. A investigação do caso visa identificar a fonte de infecção e os contatos do paciente. A medida mais importante para conter a disseminação é o bloqueio vacinal seletivo, que consiste na vacinação de todos os contatos suscetíveis (não vacinados ou com esquema vacinal incompleto) em até 72 horas após a exposição, utilizando a vacina tríplice viral. A rápida identificação e intervenção são cruciais para evitar a propagação da doença, especialmente em ambientes como creches e escolas. A vacinação é a principal ferramenta de prevenção, e a manutenção de altas coberturas vacinais é fundamental para a eliminação do sarampo. Residentes devem estar aptos a reconhecer a doença, notificar e orientar as medidas de controle.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sinais e sintomas do sarampo?

O sarampo se manifesta com febre alta, tosse, coriza, conjuntivite e o exantema maculopapular morbiliforme que se inicia na face e progride cefalocaudalmente. As manchas de Koplik na mucosa bucal são patognomônicas.

Qual a importância do bloqueio vacinal no sarampo e qual o prazo?

O bloqueio vacinal é crucial para interromper a cadeia de transmissão do sarampo, vacinando contatos suscetíveis. Deve ser realizado idealmente em até 72 horas após a exposição para ser eficaz.

Quando o sarampo deve ser notificado e quais as providências iniciais?

O sarampo é uma doença de notificação compulsória imediata. As providências iniciais incluem a notificação do caso suspeito, investigação epidemiológica e a organização do bloqueio vacinal dos contatos.

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