UNESP/HCFMB - Hospital das Clínicas de Botucatu (SP) — Prova 2020
Adolescente de 14 anos apresenta febre, tosse, coriza, conjuntivite, com piora após um cruzeiro pela costa do Brasil há 10 dias. Foi medicado com amoxacilina/clavulanato, e após 48 horas evoluiu com aumento da febre e exantema retroauricular, facial, cervical e posterior progressão para o tronco. Exame físico: REG, febril, prostrado, exantema maculopapular, linfonodomegalia, mucosas hiperemiadas e estertoração crepitante em base de hemitorax direito. Sua conduta é
Sarampo + sinais de gravidade/complicação (pneumonia) → Internação, ATB empírico, sintomáticos e notificação imediata à vigilância.
Um adolescente com quadro clínico clássico de sarampo que evolui com piora da febre e sinais de pneumonia (estertoração crepitante) configura um caso de sarampo complicado. A conduta adequada inclui internação hospitalar para suporte, tratamento empírico da pneumonia com antibióticos e notificação compulsória imediata à vigilância epidemiológica, dada a alta transmissibilidade da doença.
O sarampo é uma doença viral aguda altamente contagiosa, causada por um paramixovírus, que se manifesta classicamente por febre alta, tosse, coriza, conjuntivite e o característico exantema maculopapular que se inicia na face e se espalha pelo corpo. Apesar de ser prevenível por vacina, surtos ainda ocorrem, e a doença pode levar a complicações graves, especialmente em pacientes não vacinados, imunocomprometidos ou desnutridos. A história de viagem recente (cruzeiro) e o quadro clínico são altamente sugestivos de sarampo. A persistência da febre e o surgimento de estertoração crepitante em base pulmonar indicam uma complicação, sendo a pneumonia uma das mais comuns e graves do sarampo, podendo ser viral (pelo próprio vírus do sarampo) ou bacteriana secundária. O tratamento prévio com amoxicilina/clavulanato sem melhora reforça a etiologia viral inicial e a necessidade de reavaliação. Diante de um caso de sarampo com sinais de complicação e gravidade, como pneumonia e prostração, a conduta adequada é a internação hospitalar. O paciente necessitará de suporte clínico, tratamento sintomático e, no caso de pneumonia, antibioticoterapia empírica para cobrir possíveis agentes bacterianos secundários. Além disso, a notificação compulsória imediata à vigilância epidemiológica é mandatório para permitir a investigação do caso, o bloqueio vacinal e outras medidas de controle da doença.
O sarampo se manifesta com febre alta, tosse, coriza, conjuntivite (pródromos), seguidos pelo exantema maculopapular que surge na face e retroauricular, progredindo céfalo-caudalmente para o tronco e membros. Manchas de Koplik podem ser observadas na mucosa oral.
As principais complicações do sarampo incluem pneumonia (viral ou bacteriana secundária, manifestada por piora respiratória e estertores), otite média aguda, diarreia, laringite e encefalite. A piora do estado geral, febre persistente e novos sintomas indicam complicação.
A conduta inicial para um caso suspeito de sarampo com sinais de complicação, como pneumonia, é a internação hospitalar para suporte clínico, tratamento empírico da complicação (ex: antibióticos para pneumonia bacteriana) e notificação compulsória imediata à vigilância epidemiológica.
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