Sarampo: Reconheça Sinais de Infecção Bacteriana Secundária

UFRJ/HUCFF - Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (RJ) — Prova 2020

Enunciado

Nos pacientes com sarampo, a cessação da febre após uma semana de seu início, seguida por um período afebril de 7 dias e posterior retorno da febre, pode-se afirmar que esta situação é sugestiva de:

Alternativas

  1. A) evolução para pneumonite de células gigantes
  2. B) evolução natural da doença, em sua segunda fase
  3. C) início de panencefalite esclerosante subaguda
  4. D) ocorrência de infecção bacteriana secundária

Pérola Clínica

Sarampo: retorno da febre após período afebril → forte suspeita de infecção bacteriana secundária (pneumonia, otite).

Resumo-Chave

O sarampo, uma doença viral, causa imunossupressão transitória, tornando os pacientes suscetíveis a infecções bacterianas secundárias. Um padrão de febre bifásica, com melhora inicial e posterior recorrência, é um sinal de alerta para essas complicações, sendo a pneumonia bacteriana a mais grave.

Contexto Educacional

O sarampo é uma doença infecciosa viral altamente contagiosa, causada pelo vírus do sarampo, que se manifesta com febre alta, tosse, coriza, conjuntivite e exantema maculopapular. Embora seja uma doença viral, o sarampo é conhecido por causar uma imunossupressão transitória significativa, que pode durar semanas a meses após a fase aguda, tornando o paciente vulnerável a infecções secundárias. A evolução natural do sarampo geralmente envolve o aparecimento dos sintomas prodrômicos, seguido pelo exantema e, posteriormente, a melhora gradual. No entanto, um padrão de febre bifásica, onde a febre cede por alguns dias e retorna, é um forte indicativo de uma complicação. As infecções bacterianas secundárias são as mais frequentes e clinicamente relevantes, incluindo otite média aguda, pneumonia (a principal causa de mortalidade em crianças pequenas) e laringotraqueobronquite. O reconhecimento precoce dessas complicações é crucial para o manejo adequado e para a redução da morbimortalidade associada ao sarampo. Residentes devem estar atentos a qualquer piora clínica ou retorno da febre em pacientes com sarampo, investigando ativamente a presença de infecções bacterianas e iniciando o tratamento antibiótico apropriado quando indicado.

Perguntas Frequentes

Quais são as complicações mais comuns do sarampo?

As complicações mais comuns do sarampo incluem otite média aguda, pneumonia (viral ou bacteriana), laringotraqueobronquite, diarreia e encefalite. A pneumonia bacteriana é a principal causa de mortalidade em crianças pequenas.

Como diferenciar a evolução natural do sarampo de uma complicação?

A evolução natural do sarampo envolve a melhora gradual dos sintomas após o aparecimento do exantema. Uma piora clínica, como o retorno da febre após um período afebril, o agravamento da tosse ou o surgimento de novos sintomas, sugere fortemente uma complicação, geralmente uma infecção bacteriana secundária.

Quais as principais infecções bacterianas secundárias associadas ao sarampo?

As infecções bacterianas secundárias mais comuns associadas ao sarampo são pneumonia (causada por Streptococcus pneumoniae, Haemophilus influenzae, Staphylococcus aureus), otite média aguda e laringotraqueobronquite. Essas infecções se beneficiam de tratamento antibiótico adequado.

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