Doenças Exantemáticas: Sarampo e Deficiência de Vitamina A

HSR Cássia - Hospital São Sebastião de Cássia (MG) — Prova 2025

Enunciado

A maioria das doenças exantemáticas são de causa infecciosa e têm evolução benigna, no entanto, em alguns casos também podem se manifestar de forma grave ou com complicações. A respeito das doenças exantemáticas, todas as afirmativas estão corretas, EXCETO:

Alternativas

  1. A) O sarampo apresenta risco principalmente para menores de 2 anos e pacientes desnutridos, devido a queda nos níveis séricos de vitamina C e na resposta imunológica.
  2. B) Em algumas doenças exantemáticas, a febre pode ocorrer cerca de 3 a 4 dias antes do período exantemático.
  3. C) A presença de febre e sua relação temporal com o exantema é muito importante no diagnóstico diferencial de doenças exantemáticas.
  4. D) Doenças exantemáticas em gestantes podem evoluir para quadros de anemia grave.

Pérola Clínica

Sarampo: Risco grave em <2 anos e desnutridos, associado à deficiência de VITAMINA A, não vitamina C.

Resumo-Chave

O sarampo é uma doença exantemática grave, especialmente em crianças pequenas e desnutridas, onde a deficiência de vitamina A é um fator de risco conhecido para complicações e mortalidade, e não a vitamina C.

Contexto Educacional

As doenças exantemáticas são um grupo heterogêneo de infecções, predominantemente virais, que se manifestam com erupções cutâneas e, frequentemente, febre. Embora a maioria tenha um curso benigno, algumas podem levar a complicações graves, especialmente em populações vulneráveis como crianças pequenas, imunocomprometidos e gestantes. O diagnóstico diferencial é um desafio clínico comum, exigindo atenção aos detalhes epidemiológicos, pródromos, características do exantema e sua cronologia em relação à febre. O sarampo é um exemplo clássico de doença exantemática com potencial de gravidade. É sabido que o sarampo apresenta risco aumentado de complicações (pneumonia, encefalite) e mortalidade em menores de 2 anos e pacientes desnutridos. A deficiência de vitamina A é um fator de risco bem estabelecido para a gravidade do sarampo, impactando a resposta imunológica e a integridade das mucosas, e a suplementação é parte do manejo recomendado pela OMS. A afirmação sobre vitamina C está incorreta neste contexto. Outras doenças exantemáticas, como a rubéola e o parvovírus B19, são particularmente relevantes na gestação devido aos riscos de malformações congênitas ou anemia fetal grave, respectivamente. Para residentes, é fundamental dominar o reconhecimento dos padrões de exantemas, a importância da história clínica detalhada e a identificação de sinais de alerta para um manejo adequado e prevenção de desfechos adversos.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sinais e sintomas do sarampo?

O sarampo inicia com pródromos de febre alta, tosse, coriza e conjuntivite, seguidos pelo aparecimento das manchas de Koplik na mucosa oral. O exantema maculopapular eritematoso surge 3-5 dias após o início da febre, começando na face e se espalhando para o tronco e extremidades.

Como a cronologia da febre e do exantema auxilia no diagnóstico diferencial?

A relação temporal entre a febre e o exantema é crucial. No sarampo, a febre precede o exantema por dias. Na rubéola, a febre é mais branda e o exantema surge quase simultaneamente. Na roséola, o exantema aparece após a defervescência da febre, por exemplo.

Quais doenças exantemáticas são mais preocupantes na gestação e por quê?

Rubéola (risco de síndrome da rubéola congênita), Parvovírus B19 (risco de hidropsia fetal e anemia grave), e Varicela (risco de varicela congênita ou neonatal grave) são as mais preocupantes devido aos seus potenciais efeitos teratogênicos ou complicações fetais/neonatais.

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