FAMERP/HB - Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto - Hospital de Base (SP) — Prova 2023
Paciente com 4 anos de vida vem ao hospital, com história de febre há 5 dias, malestar, coriza, conjuntivite, tosse e inapetência. Ao exame clínico, verifica-se criança prostrada, conjuntiva hiperemiada com secreção ocular. Ao exame da cavidade oral, nota-se enantema na porção lateral aos malares, apresentando-se com pequenas manchas de coloração vermelho-vivo, no centro dos quais se vê um diminuto ponto branco-azulado. Também apresenta exantema maculo-papular confluente que, segundo a mãe, iniciou na região retro auricular, se espalhando para tronco e, depois, membros. Com relação à esta doença, é correto afirmar:
Sarampo: febre, 3Cs (coriza, tosse, conjuntivite), Koplik, exantema céfalo-caudal. Cobertura vacinal >95% para erradicação.
O quadro clínico descrito (febre, coriza, tosse, conjuntivite, manchas de Koplik e exantema maculopapular confluente com progressão céfalo-caudal) é clássico de sarampo. A erradicação do sarampo depende de altas coberturas vacinais, sendo o ideal ≥ 95% para garantir a imunidade de rebanho e prevenir surtos.
O sarampo é uma doença infecciosa aguda, altamente contagiosa, causada pelo vírus do sarampo (Morbillivirus). Caracteriza-se por febre alta, mal-estar, tosse, coriza, conjuntivite (os '3 C's') e o patognomônico enantema de Koplik, seguido por um exantema maculopapular que se inicia na face e retroauricular, disseminando-se para o tronco e membros. Apesar de ser prevenível por vacina, surtos ainda ocorrem em regiões com baixa cobertura vacinal. A transmissão ocorre por gotículas respiratórias. O período de incubação é de 10 a 12 dias. As complicações podem ser graves, incluindo otite média, pneumonia (viral ou bacteriana), laringotraqueobronquite, diarreia e, mais raramente, encefalite e panencefalite esclerosante subaguda. O diagnóstico é clínico, mas pode ser confirmado por sorologia (IgM) ou PCR. A prevenção é feita pela vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola), administrada em duas doses: a primeira aos 12 meses e a segunda aos 15 meses de idade (ou aos 4-6 anos, dependendo do esquema local). Para a proteção populacional e erradicação da doença, é essencial manter uma cobertura vacinal igual ou superior a 95%, garantindo a imunidade de rebanho. A profilaxia pós-exposição para contactuantes não imunes pode incluir vacina (se aplicada em até 72h) ou imunoglobulina (em até 6 dias, para grupos de risco).
Os sinais clássicos do sarampo incluem febre alta, mal-estar, tosse, coriza, conjuntivite (os '3 C's') e as manchas de Koplik (pequenas manchas branco-azuladas na mucosa oral), seguidos por um exantema maculopapular confluente que se espalha do rosto para o corpo.
Uma cobertura vacinal de 95% ou mais é crucial para alcançar a imunidade de rebanho, protegendo indiretamente aqueles que não podem ser vacinados e prevenindo a circulação do vírus na população, o que é fundamental para a erradicação da doença.
No Brasil, a vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) é administrada em duas doses: a primeira aos 12 meses de idade e a segunda dose (tetra viral ou tríplice viral) aos 15 meses de idade.
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