FMC/HEAA - Faculdade de Medicina de Campos - Hospital Álvaro Alvim (RJ) — Prova 2022
São funções metabólicas do cortisol na resposta endócrina à injúria, exceto:
Cortisol na injúria: ↑ glicose, ↑ catabolismo proteico, ↑ lipogênese central, ↑ proteínas fase aguda. NÃO promove lipólise direta.
O cortisol é um hormônio catabólico crucial na resposta ao estresse, promovendo a gliconeogênese, mobilização de aminoácidos e catabolismo tecidual. Embora tenha efeitos complexos no metabolismo lipídico, sua principal ação não é a promoção *direta* da lipólise, mas sim a redistribuição de gordura e lipogênese central a longo prazo.
O cortisol, um glicocorticoide produzido pelo córtex adrenal, é um hormônio fundamental na resposta endócrina à injúria e ao estresse. Sua liberação é estimulada pelo eixo hipotálamo-hipófise-adrenal e tem como objetivo principal mobilizar recursos energéticos e modular a resposta inflamatória para a sobrevivência do organismo em situações de ameaça. Metabolicamente, o cortisol é predominantemente catabólico. Ele promove a gliconeogênese hepática, aumentando a produção de glicose e elevando a glicemia, o que é crucial para fornecer energia ao cérebro e outros tecidos vitais. Além disso, mobiliza aminoácidos da musculatura esquelética através do catabolismo proteico, fornecendo substratos para a gliconeogênese e para a síntese de proteínas da fase aguda no fígado. Em relação ao metabolismo lipídico, o cortisol tem efeitos complexos. Embora possa ter um efeito permissivo sobre a ação de outras lipases, sua ação *direta* na promoção da lipólise não é uma de suas funções metabólicas primárias na resposta aguda à injúria. A longo prazo, o cortisol está mais associado à redistribuição de gordura e à lipogênese central. Portanto, a promoção *direta* da lipólise é a exceção entre as funções listadas.
O cortisol aumenta a glicemia através da promoção da gliconeogênese hepática (produção de glicose a partir de precursores não-carboidratos) e da redução da captação de glicose pelos tecidos periféricos, aumentando a resistência à insulina para garantir energia ao cérebro.
O cortisol promove o catabolismo de proteínas, especialmente na musculatura esquelética, liberando aminoácidos que podem ser utilizados como substratos para a gliconeogênese no fígado, fornecendo energia em situações de estresse e reparo tecidual.
Sim, o cortisol tem um papel permissivo e indireto na promoção da síntese hepática de proteínas da fase aguda, que são importantes mediadores da resposta inflamatória e imune durante a injúria, ajudando na recuperação do organismo.
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