UFES/HUCAM - Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes - Vitória (ES) — Prova 2020
São fatores predisponentes ao desenvolvimento de delirium.
Delirium: idade avançada e depressão são fatores predisponentes chave.
O delirium é uma síndrome neuropsiquiátrica aguda e multifatorial, sendo a idade avançada o principal fator de risco. Comorbidades psiquiátricas, como a depressão, também aumentam significativamente a vulnerabilidade do paciente ao desenvolvimento de delirium.
O delirium, ou síndrome confusional aguda, é uma condição neuropsiquiátrica comum e grave, especialmente em pacientes hospitalizados e idosos. Caracterizado por uma alteração aguda e flutuante da atenção e da cognição, o delirium é um marcador de fragilidade e está associado a desfechos clínicos desfavoráveis, incluindo aumento da mortalidade e do tempo de internação. A identificação dos fatores predisponentes é crucial para a prevenção e o manejo. A idade avançada é, sem dúvida, o fator de risco mais significativo, com a incidência aumentando exponencialmente após os 65 anos. Além disso, a presença de comorbidades psiquiátricas, como a depressão, também eleva a vulnerabilidade do paciente. A depressão pode comprometer a reserva cognitiva e a capacidade de resposta do cérebro a estressores, facilitando o desenvolvimento do delirium. Outros fatores importantes incluem demência pré-existente, polifarmácia, desidratação, infecções, dor não controlada, privação de sono e procedimentos cirúrgicos. O reconhecimento desses fatores permite a implementação de estratégias preventivas e a intervenção precoce, que são fundamentais para melhorar o prognóstico dos pacientes. O residente deve estar apto a rastrear e manejar o delirium em sua prática diária.
Os principais fatores de risco incluem idade avançada, demência pré-existente, comorbidades múltiplas, polifarmácia, desidratação, infecções, privação de sono, dor não controlada, uso de sedativos e cirurgias.
A depressão é um fator predisponente para o delirium, pois pode afetar a reserva cognitiva e a resiliência cerebral, tornando o indivíduo mais vulnerável a estressores que desencadeiam a síndrome confusional aguda.
A identificação precoce do delirium é crucial para o manejo adequado, pois está associado a piores desfechos, como aumento da mortalidade, tempo de internação prolongado, maior risco de institucionalização e declínio cognitivo a longo prazo.
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