SMA Volta Redonda - Secretaria Municipal de Saúde (RJ) — Prova 2021
São causas de quilotórax EXCETO:
Quilotórax = extravasamento de linfa no espaço pleural, não por fratura costal.
O quilotórax é o acúmulo de linfa no espaço pleural, geralmente devido a lesão ou obstrução do ducto torácico. Suas causas são variadas, incluindo trauma, cirurgia e malignidades, mas não está diretamente relacionado a fraturas de arco costal isoladas.
O quilotórax é definido como o acúmulo de linfa no espaço pleural, resultando da lesão ou obstrução do ducto torácico. É uma condição rara, mas grave, que pode levar a desnutrição, imunossupressão e desequilíbrio hidroeletrolítico. A linfa, rica em triglicerídeos, extravasa para a cavidade pleural, causando uma efusão pleural característica, geralmente de aspecto leitoso. A compreensão de suas causas é crucial para o diagnóstico e manejo adequados. As causas do quilotórax são diversas e podem ser classificadas em traumáticas (incluindo iatrogênicas, como após cirurgias torácicas ou cardíacas), não traumáticas (principalmente malignidades, como linfoma, que causam compressão ou invasão do ducto torácico) e idiopáticas. Fraturas de arco costal isoladas, por si só, não são uma causa direta de quilotórax, a menos que haja uma lesão associada ao ducto torácico. A fisiopatologia envolve a interrupção da drenagem linfática do abdome e da maior parte do corpo para a circulação sistêmica, com o subsequente extravasamento para o espaço pleural. O diagnóstico é confirmado pela análise do líquido pleural, que tipicamente mostra altos níveis de triglicerídeos e a presença de quilomícrons. O tratamento varia desde medidas conservadoras, como drenagem torácica e suporte nutricional, até intervenções cirúrgicas, como a ligadura do ducto torácico, especialmente em casos de alto débito ou falha do tratamento conservador. Residentes devem estar cientes das etiologias mais comuns e da abordagem diagnóstica e terapêutica para essa condição complexa.
Os principais mecanismos são a ruptura ou lesão direta do ducto torácico (traumática ou iatrogênica, como após cirurgia torácica) e a obstrução do ducto torácico, que leva ao aumento da pressão e extravasamento de linfa, frequentemente por doenças malignas ou linfangioleiomiomatose.
O diagnóstico é feito pela toracocentese, que revela um líquido pleural leitoso (quiloso) com alta concentração de triglicerídeos (>110 mg/dL). A presença de quilomícrons no líquido pleural é confirmatória.
A conduta inicial inclui drenagem torácica para alívio sintomático e nutrição parenteral total ou dieta com triglicerídeos de cadeia média para reduzir o fluxo linfático. O tratamento definitivo depende da causa subjacente, podendo envolver cirurgia (ligadura do ducto torácico) ou outras intervenções.
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