IOG - Instituto de Olhos de Goiânia — Prova 2015
Com relação a alguns aspectos históricos sobre as políticas de saúde pública, no Brasil, é correto afirmar que:
Sanitarismo campanhista (início séc. XX) → combate endemias, estilo repressivo, quebra agente-hospedeiro.
O sanitarismo campanhista, predominante no início do século XX, focava no controle de endemias urbanas e rurais através de campanhas massivas e intervenções repressivas, visando a quebra da cadeia de transmissão agente-hospedeiro, sem grande preocupação com as causas sociais das doenças.
O sanitarismo campanhista representa uma fase crucial na história da saúde pública brasileira, predominante no início do século XX, especialmente durante a República Velha. Caracterizava-se por ações de combate a endemias como febre amarela, varíola e peste bubônica, visando principalmente a higienização das cidades e portos para facilitar o comércio e a imigração, essenciais para o modelo econômico da época. Este modelo adotava uma abordagem repressiva e verticalizada, com campanhas sanitárias que impunham medidas como vacinação obrigatória e desinfecção, muitas vezes sem considerar a participação ou o entendimento da população. O foco era a quebra da cadeia de transmissão agente-hospedeiro, com intervenções diretas e, por vezes, violentas, sobre os indivíduos e o ambiente, sem uma preocupação mais ampla com as condições sociais que geravam as doenças. Compreender o sanitarismo campanhista é fundamental para entender a evolução das políticas de saúde no Brasil, desde um modelo focado no controle de doenças específicas e na ordem pública até a construção de sistemas mais abrangentes e socialmente orientados, como o SUS. É um ponto chave para provas de residência que abordam a saúde coletiva e a história da medicina.
O sanitarismo campanhista, no início do século XX, era caracterizado por campanhas massivas de combate a endemias urbanas e rurais, com intervenções médicas de caráter repressivo e foco na quebra da relação agente-hospedeiro, sem abordar as causas sociais das doenças.
Este modelo surgiu na República Velha, impulsionado pela necessidade de saneamento das cidades e controle de doenças que ameaçavam o desenvolvimento econômico e a imagem do país, especialmente nos portos e centros urbanos.
Diferentemente de modelos posteriores que buscavam a universalização do acesso ou a atenção integral, o sanitarismo campanhista era pontual, focado em doenças específicas e com pouca participação social, priorizando a saúde como meio para o progresso econômico.
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