SES-DF - Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal — Prova 2025
Um paciente de 55 anos de idade tem histórico de etilismo e quadro de hematêmese volumosa. Ao exame físico, apresentou PA = 90 mmHg X 60 mmHg, FC = 110 bpm, FR = 22 irpm e SatO2 = 94%. Realizou endoscopia digestiva alta, a qual evidenciou varizes esofágicas com sangramento ativo. Nesse caso, qual é a conduta inicial mais indicada?
Sangramento varizes esofágicas + instabilidade hemodinâmica → Estabilização volêmica + Octreotida.
A prioridade em sangramento de varizes esofágicas com instabilidade hemodinâmica é a estabilização do paciente. Isso inclui reposição volêmica agressiva para corrigir o choque e o uso de octreotida para reduzir o fluxo sanguíneo esplâncnico e o sangramento.
O sangramento de varizes esofágicas é uma complicação grave da hipertensão portal, frequentemente associada à cirrose hepática e etilismo. Representa uma emergência médica com alta morbimortalidade, exigindo reconhecimento e manejo rápidos para estabilizar o paciente e controlar a hemorragia. A incidência é significativa em pacientes cirróticos, e o primeiro episódio de sangramento pode ser fatal em até 20% dos casos. A fisiopatologia envolve a ruptura de varizes esofágicas dilatadas devido ao aumento da pressão no sistema porta. O diagnóstico é confirmado por endoscopia digestiva alta. A suspeita deve surgir em pacientes com doença hepática crônica que apresentam hematêmese ou melena, especialmente se houver sinais de choque. O tratamento inicial visa a estabilização hemodinâmica com reposição volêmica (cristaloides e, se necessário, hemoderivados), proteção de via aérea e uso de drogas vasoativas como a octreotida para reduzir o sangramento. A antibioticoprofilaxia é recomendada devido ao alto risco de infecção. Após a estabilização, a endoscopia terapêutica (ligadura elástica ou escleroterapia) é o tratamento de escolha para controlar o sangramento.
Sinais incluem hipotensão (PA < 90/60 mmHg), taquicardia (FC > 100 bpm), taquipneia, alteração do nível de consciência e má perfusão periférica, indicando choque hipovolêmico.
A octreotida é um análogo da somatostatina que causa vasoconstrição esplâncnica, reduzindo o fluxo sanguíneo para as varizes e, consequentemente, o sangramento, sem os efeitos colaterais sistêmicos da vasopressina.
A reposição volêmica é crucial para reverter o choque hipovolêmico causado pela perda sanguínea, restaurando a perfusão tecidual e otimizando as condições para procedimentos endoscópicos ou outras intervenções.
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