HMDI - Hospital e Maternidade Dona Iris (GO) — Prova 2020
O sangramento digestivo alto por varizes esofágicas (VE) configura uma das complicações mais temidas da hipertensão portal como consequência da cirrose hepática. Entre as alternativas marque a que NÃO se enquadra neste contexto.
Betabloqueadores não seletivos são CONTRAINDICADOS em asma/DPOC e devem ser usados com cautela em cirróticos com ascite refratária.
Betabloqueadores não seletivos são eficazes na profilaxia de sangramento por varizes esofágicas, mas possuem contraindicações importantes. Pacientes com asma ou DPOC têm contraindicação absoluta devido ao risco de broncoespasmo. Além disso, em cirróticos com ascite volumosa ou refratária, seu uso em altas doses pode piorar o débito cardíaco e precipitar síndrome hepatorrenal.
O sangramento por varizes esofágicas (VE) é uma das complicações mais graves da hipertensão portal, frequentemente decorrente da cirrose hepática, e está associado a alta morbimortalidade. A profilaxia do primeiro sangramento (profilaxia primária) e do ressangramento (profilaxia secundária) é fundamental para melhorar o prognóstico desses pacientes. Os betabloqueadores não seletivos (BBNS), como propranolol e carvedilol, são a pedra angular da profilaxia farmacológica, atuando na redução do fluxo sanguíneo portal e da pressão nas varizes. Os BBNS são indicados na profilaxia primária para pacientes com VE de médio ou grosso calibre, ou varizes finas com alto risco (presença de pontos vermelhos ou Child-Pugh B/C). Na profilaxia secundária, são utilizados em combinação com a ligadura elástica endoscópica para reduzir significativamente a taxa de ressangramento. No entanto, é crucial estar ciente das contraindicações e efeitos adversos. Pacientes com doenças respiratórias obstrutivas, como asma e DPOC, têm contraindicação formal devido ao risco de broncoespasmo. Além disso, em pacientes com cirrose avançada e descompensada, particularmente aqueles com ascite volumosa ou refratária, o uso de BBNS deve ser reavaliado. Dados recentes sugerem que, nesses casos, altas doses de BBNS podem levar a uma piora do débito cardíaco e da perfusão renal, precipitando a síndrome hepatorrenal, uma complicação com alta mortalidade. Portanto, a seleção e a titulação dos BBNS devem ser individualizadas, considerando o balanço entre o benefício na prevenção do sangramento e o risco de efeitos adversos em pacientes com doença hepática avançada.
As principais contraindicações para betabloqueadores não seletivos incluem asma, doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) grave, bradicardia sintomática, bloqueio atrioventricular de alto grau e hipotensão arterial. Em cirróticos descompensados com ascite refratária, o uso em altas doses deve ser cauteloso.
Os betabloqueadores não seletivos são indicados na profilaxia primária para pacientes com varizes esofágicas de médio/grosso calibre ou finas com alto risco (Child B/C ou pontos vermelhos). Na profilaxia secundária, são usados em combinação com a ligadura elástica para reduzir o risco de ressangramento após um primeiro episódio.
Em pacientes cirróticos com ascite volumosa ou refratária, o uso de betabloqueadores não seletivos em altas doses pode levar à redução excessiva do débito cardíaco e da perfusão renal, aumentando o risco de desenvolver síndrome hepatorrenal, uma complicação grave da cirrose.
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