Santa Casa de Maceió (AL) — Prova 2024
O sangramento das varizes esofagogástricas é a complicação da hipertensão portal mais ameaçadora à vida, sendo responsável por aproximadamente um terço de todos os óbitos de pacientes com cirrose. Sobre o tema, assinale a correta.
Sangramento de varizes esofágicas + Child-Pugh C → Maior risco de óbito.
A gravidade da doença hepática subjacente, avaliada pela classificação de Child-Pugh, é o principal determinante do prognóstico em pacientes com sangramento de varizes esofágicas. Pacientes com cirrose descompensada (Child-Pugh C) apresentam maior mortalidade devido à menor reserva funcional hepática e maior risco de complicações.
O sangramento de varizes esofagogástricas é uma emergência médica grave, responsável por alta morbimortalidade em pacientes com hipertensão portal, especialmente aqueles com cirrose. A compreensão dos fatores prognósticos é crucial para o manejo adequado e a estratificação de risco desses pacientes. A classificação de Child-Pugh, que avalia parâmetros como bilirrubina, albumina, INR, ascite e encefalopatia, é uma ferramenta fundamental para determinar a gravidade da disfunção hepática e, consequentemente, o prognóstico. Pacientes Child-Pugh C têm uma reserva hepática muito limitada, o que os torna mais vulneráveis a complicações e com maior risco de óbito. A fisiopatologia envolve o aumento da pressão no sistema porta, levando à formação de varizes como vias colaterais. O rompimento dessas varizes causa hemorragia maciça. O diagnóstico é feito por endoscopia digestiva alta. A conduta inicial inclui estabilização hemodinâmica, uso de drogas vasoativas (terlipressina, octreotide) e profilaxia de infecção bacteriana. A endoscopia terapêutica, geralmente com ligadura elástica, é o tratamento de escolha para o controle da hemorragia aguda. O prognóstico está diretamente relacionado à gravidade da doença hepática. Pacientes com obstrução venosa portal extra-hepática, mas com função hepática preservada, geralmente apresentam um curso mais benigno do que aqueles com cirrose descompensada. O tratamento cirúrgico, como o shunt portossistêmico, é reservado para casos selecionados e não é a primeira linha devido aos riscos associados à disfunção hepática e à complexidade do procedimento. A profilaxia secundária com beta-bloqueadores não seletivos e ligadura elástica é essencial para prevenir ressangramentos.
Os principais fatores prognósticos incluem a gravidade da doença hepática subjacente (Child-Pugh, MELD), a presença de sangramento ativo no momento da endoscopia e a ocorrência de ressangramento precoce.
A classificação Child-Pugh avalia a função hepática residual e é um preditor robusto de mortalidade e morbidade em pacientes com cirrose, incluindo o risco de sangramento e óbito por varizes.
Pacientes com obstrução venosa portal extra-hepática e função hepática normal geralmente têm melhor prognóstico a longo prazo do que aqueles com cirrose instalada, pois a função hepática é o principal determinante da sobrevida.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo