UERJ/HUPE - Hospital Universitário Pedro Ernesto (RJ) — Prova 2023
O agente farmacológico preferido atualmente para o tratamento dos sangramentos agudos das varizes esofagianas é:
Sangramento agudo de varizes esofagianas → Octreotide (vasoconstritor esplâncnico) + endoscopia.
O octreotide, um análogo sintético da somatostatina, é o agente farmacológico de primeira linha para o tratamento agudo do sangramento de varizes esofagianas. Ele age causando vasoconstrição esplâncnica e reduzindo o fluxo sanguíneo portal, diminuindo a pressão nas varizes e controlando o sangramento, sendo usado em conjunto com a terapia endoscópica.
O sangramento agudo de varizes esofagianas é uma complicação grave da hipertensão portal, frequentemente associada à cirrose hepática, e representa uma emergência médica com alta morbimortalidade. O manejo rápido e eficaz é crucial para a sobrevida do paciente. A abordagem terapêutica envolve a estabilização hemodinâmica, o controle farmacológico do sangramento e a intervenção endoscópica. O octreotide é o agente farmacológico de escolha e deve ser iniciado o mais precocemente possível, mesmo antes da confirmação endoscópica do sangramento varicoso. Sua ação de vasoconstrição esplâncnica reduz o fluxo sanguíneo para o sistema porta, diminuindo a pressão nas varizes e, consequentemente, o risco de ressangramento. A terlipressina é outra opção, com mecanismo semelhante, mas pode ter mais efeitos adversos. Além da terapia farmacológica, a endoscopia digestiva alta é essencial para confirmar a origem do sangramento e realizar a ligadura elástica das varizes ou escleroterapia. A profilaxia de infecções bacterianas com antibióticos também é fundamental, pois infecções são gatilhos comuns para ressangramento e piora do prognóstico em pacientes cirróticos. O balão de Sengstaken-Blakemore é uma medida temporária de resgate em sangramentos refratários.
O octreotide, um análogo da somatostatina, age inibindo a liberação de hormônios vasodilatadores esplâncnicos, como glucagon e VIP. Isso resulta em vasoconstrição na circulação esplâncnica, diminuindo o fluxo sanguíneo portal e, consequentemente, a pressão nas varizes esofagianas, controlando o sangramento.
Além do octreotide, o manejo agudo inclui ressuscitação volêmica com hemoderivados, profilaxia de infecções bacterianas com antibióticos e, crucialmente, terapia endoscópica (ligadura elástica ou escleroterapia) para controle definitivo do sangramento.
A terlipressina é um análogo sintético da vasopressina que também causa vasoconstrição esplâncnica e redução da pressão portal. É uma alternativa eficaz ao octreotide, especialmente em alguns países, mas pode ter mais efeitos adversos isquêmicos, sendo contraindicada em pacientes com doença coronariana grave.
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