HEVV - Hospital Evangélico de Vila Velha (ES) — Prova 2015
Gestante com 32 semanas, apresentando quadro agudo de sangramento moderado com coágulos, indolor. Ao exame, tônus uterino normal, sem metrossístoles, colo fechado, sangramento moderado e escurecido, batimentos cardiofetais presentes e com frequência e ritmo normais. A (s) hipótese (s) que devem ser pensadas para esse caso são:
Sangramento vaginal indolor no 3º trimestre com tônus uterino normal → suspeitar de placenta prévia ou vasa prévia.
O sangramento vaginal no terceiro trimestre é sempre uma emergência obstétrica. A ausência de dor e de hipertonia uterina direciona a investigação para placenta prévia ou vasa prévia, enquanto a dor e hipertonia sugerem descolamento prematuro de placenta.
O sangramento vaginal no terceiro trimestre da gestação é uma condição que exige avaliação imediata, pois pode indicar uma emergência obstétrica com risco materno e fetal. As causas mais comuns incluem placenta prévia, descolamento prematuro de placenta (DPP) e vasa prévia, cada uma com características clínicas distintas que auxiliam no diagnóstico diferencial. A placenta prévia é caracterizada pela implantação da placenta sobre ou muito próxima ao orifício cervical interno, resultando em sangramento vaginal indolor, geralmente vermelho vivo e recorrente. O DPP, por sua vez, envolve a separação prematura da placenta da parede uterina, manifestando-se com dor abdominal intensa, hipertonia uterina e sangramento vaginal escuro, frequentemente associado a sofrimento fetal. A vasa prévia, embora rara, é extremamente perigosa, pois os vasos fetais desprotegidos podem se romper, causando hemorragia fetal maciça. A conduta inicial para qualquer sangramento no terceiro trimestre envolve estabilização hemodinâmica da mãe, monitorização fetal rigorosa e avaliação ultrassonográfica para determinar a causa. O toque vaginal é contraindicado até que a placenta prévia seja excluída por ultrassom. O manejo dependerá da etiologia, da idade gestacional e da condição materno-fetal, podendo variar desde conduta expectante até parto de emergência.
As principais causas incluem placenta prévia, descolamento prematuro de placenta (DPP) e vasa prévia. Outras causas menos comuns são rotura uterina e lesões cervicais ou vaginais.
Placenta prévia tipicamente causa sangramento vaginal indolor e vermelho vivo, sem alterações no tônus uterino. O DPP, por outro lado, geralmente causa sangramento doloroso, associado a hipertonia uterina e sofrimento fetal.
A vasa prévia é uma condição rara, mas grave, onde vasos fetais desprotegidos cruzam o orifício cervical interno. O sangramento é de origem fetal e pode levar rapidamente à exsanguinação fetal e óbito, mesmo com sangramento materno mínimo.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo