Sangramento 3º Trimestre: Diagnóstico de Placenta Prévia

UERJ/HUPE - Hospital Universitário Pedro Ernesto (RJ) — Prova 2022

Enunciado

Mulher de 42 anos, G6P4A1, sendo quatro partos vaginais, é atendida na 30ª semana de gestação com queixa de sangramento vaginal, iniciado há uma hora, sem outras queixas. O exame físico revela metrossístoles ausentes, tônus uterino normal, BCF = 142bpm, feto em apresentação córmica. Exame especular evidencia colo sem lesões, orifício externo em fenda com sangramento moderado. De acordo com a principal hipótese diagnóstica do caso, o exame complementar a ser solicitado é:

Alternativas

  1. A) dopplerfluxometria de artérias umbilical e cerebral média
  2. B) ressonância nuclear magnética
  3. C) ultrassonografia transvaginal
  4. D) cardiotocografia

Pérola Clínica

Sangramento 3º trimestre + metrossístoles ausentes + tônus normal → suspeitar placenta prévia → USG transvaginal.

Resumo-Chave

O sangramento vaginal no terceiro trimestre, sem dor ou hipertonia uterina (metrossístoles ausentes, tônus normal), é altamente sugestivo de placenta prévia. A ultrassonografia transvaginal é o exame padrão-ouro para confirmar ou excluir essa condição, sendo mais precisa que a abdominal.

Contexto Educacional

O sangramento vaginal no terceiro trimestre da gestação é uma emergência obstétrica que exige avaliação rápida e precisa, pois pode estar associado a condições graves para a mãe e o feto. A diferenciação entre as causas é fundamental para o manejo adequado e para a prevenção de complicações. Nesse cenário clínico, a ausência de metrossístoles e o tônus uterino normal, juntamente com o sangramento indolor, são sinais clássicos de placenta prévia. A apresentação córmica do feto, embora não seja diagnóstica, pode ser uma consequência da placenta prévia, que impede a descida da apresentação fetal. O toque vaginal é contraindicado antes da exclusão de placenta prévia devido ao risco de desencadear hemorragia maciça. A ultrassonografia transvaginal é o método diagnóstico de escolha para a placenta prévia, oferecendo alta sensibilidade e especificidade. Para residentes, é vital reconhecer os sinais e sintomas que direcionam para essa hipótese e saber qual exame complementar solicitar para confirmar o diagnóstico, garantindo a segurança da paciente e do feto.

Perguntas Frequentes

Quais as principais causas de sangramento vaginal no terceiro trimestre?

As principais causas incluem placenta prévia, descolamento prematuro de placenta, vasa prévia e rotura uterina, além de causas cervicais ou vaginais.

Por que a ultrassonografia transvaginal é o melhor exame para placenta prévia?

A ultrassonografia transvaginal oferece maior acurácia na localização da placenta em relação ao orifício interno do colo uterino, sendo mais precisa que a via abdominal para o diagnóstico de placenta prévia.

Qual a conduta inicial em caso de sangramento vaginal no terceiro trimestre?

A conduta inicial envolve estabilização hemodinâmica da mãe, monitoramento fetal e, crucialmente, a realização de ultrassonografia para determinar a causa do sangramento antes de qualquer exame invasivo como o toque vaginal.

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