HSM - Hospital Santa Marta (DF) — Prova 2022
Uma gestante de 24 anos de idade, com idade gestacional de 13 semanas e um dia, calculada pela data da última menstruação (DUM), comparece ao pronto atendimento com queixa de sangramento vaginal discreto, associado a cólicas em baixo-ventre. Ainda não realizou ultrassonografia nesta gestação nem iniciou pré-natal. Nega comorbidades e apresenta sinais vitais normais no momento da triagem. Acerca desse caso clínico, assinale a alternativa correta.
Sangramento 1º trimestre → USG é essencial para vitalidade, localização e etiologia.
Em gestantes com sangramento e dor no primeiro trimestre, a ultrassonografia é o exame de imagem primordial para diferenciar entre ameaça de abortamento, abortamento em curso, gestação ectópica ou outras causas, guiando a conduta adequada.
O sangramento vaginal no primeiro trimestre da gestação é uma queixa comum, afetando cerca de 20-30% das gestações. Embora muitas vezes benigno, pode indicar condições graves como abortamento, gestação ectópica ou doença trofoblástica gestacional. A avaliação rápida e precisa é fundamental para garantir a segurança materna e fetal. A abordagem diagnóstica inicial inclui anamnese detalhada, exame físico completo (incluindo especular e toque vaginal, se indicado) e exames complementares. A ultrassonografia obstétrica transvaginal é o método de imagem de escolha, permitindo visualizar o saco gestacional, embrião/feto, atividade cardíaca, localização da gestação e presença de descolamentos. A dosagem de beta-hCG sérico também é útil para monitorar a evolução e auxiliar no diagnóstico diferencial. O manejo dependerá do diagnóstico. Ameaça de abortamento geralmente envolve repouso e observação. Abortamento em curso pode necessitar de esvaziamento uterino (AMIU ou medicação). Gestação ectópica exige intervenção médica ou cirúrgica. É crucial orientar a paciente sobre os sinais de alerta e a importância do seguimento pré-natal.
As principais causas incluem ameaça de abortamento, abortamento inevitável ou incompleto, gestação ectópica, doença trofoblástica gestacional e causas não gestacionais como cervicites ou pólipos.
A ultrassonografia permite avaliar a vitalidade embrionária/fetal, confirmar a localização da gestação (intra ou extrauterina), identificar descolamentos ovulares e determinar a idade gestacional, sendo crucial para o diagnóstico diferencial.
A gestação ectópica deve ser sempre considerada em qualquer mulher em idade fértil com sangramento vaginal e dor abdominal, mesmo que a idade gestacional seja superior a 12 semanas ou a paciente esteja hemodinamicamente estável, pois pode ter apresentação atípica.
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