Santa Casa de Ourinhos (SP) — Prova 2020
Paciente de 53 anos, menopausa aos 49, comparece ao ginecologista com queixa de fogachos importantes que causam insônia e irritabilidade. Refere um episódio de sangramento vaginal discreto há 2 meses. Tem interesse em terapia hormonal. A abordagem inicial é:
Sangramento pós-menopausa → SEMPRE investigar endométrio antes de iniciar ou ajustar TH.
Qualquer sangramento vaginal após a menopausa é um sinal de alerta e deve ser investigado para excluir patologias endometriais, incluindo câncer, antes de considerar a terapia hormonal, que pode mascarar ou agravar condições pré-existentes.
O sangramento vaginal pós-menopausa (SVPM) é um sintoma que sempre requer investigação rigorosa, pois é o principal sinal de alerta para patologias endometriais malignas, como o câncer de endométrio. A paciente em questão, com 53 anos e menopausa aos 49, queixa-se de fogachos e irritabilidade, mas o episódio de sangramento vaginal discreto há dois meses é o dado mais crítico que direciona a conduta inicial. Este cenário é comum em provas de residência e na prática clínica ginecológica. A abordagem inicial para qualquer caso de SVPM é a exclusão de malignidade. Isso geralmente envolve a realização de uma ultrassonografia transvaginal para avaliar a espessura endometrial. Se a espessura for maior que 4-5 mm ou se houver outras alterações suspeitas, a investigação deve prosseguir com histeroscopia e biópsia endometrial para análise histopatológica. Somente após descartar patologias graves, como câncer ou hiperplasia atípica, é que se pode considerar a terapia hormonal (TH) para o manejo dos sintomas climatéricos. Iniciar a TH sem a devida investigação do endométrio é um erro grave, pois pode atrasar o diagnóstico de um câncer endometrial, comprometendo o prognóstico da paciente. A progesterona, por exemplo, pode induzir atrofia endometrial e mascarar um sangramento, enquanto o estrogênio pode estimular o crescimento de um endométrio já patológico. Portanto, a prioridade é sempre a segurança da paciente e a exclusão de doenças graves antes de qualquer tratamento sintomático.
A investigação do endométrio é crucial porque o sangramento vaginal pós-menopausa é o principal sintoma de câncer de endométrio. É fundamental descartar essa e outras patologias endometriais (como hiperplasia) antes de qualquer intervenção, especialmente a terapia hormonal.
A investigação inicial geralmente inclui ultrassonografia transvaginal para avaliar a espessura endometrial. Se a espessura for > 4-5 mm ou houver outras alterações, indica-se histeroscopia com biópsia endometrial para análise histopatológica.
Iniciar a terapia hormonal (TH) sem investigar o sangramento pode mascarar um câncer de endométrio ou outras patologias graves. Além disso, a TH pode estimular o crescimento de um endométrio já alterado, piorando a condição ou dificultando o diagnóstico.
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