INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2024
Uma paciente com 70 anos, menopausa ocorrida aos 52 anos, queixa-se de sangramento vaginal de pequena quantidade e intermitente, com 3 meses de evolução. Não tem história prévia de doença neoplásica pré-invasiva e teve dois citopatológicos negativos consecutivos dos 59 até os 64 anos. O exame especular realizado na última consulta não demonstrou lesões aparentes. Está acompanhada pela filha, que afirma estar muito ansiosa, porque leu casos parecidos relatados na internet e acha que a mãe pode estar com "câncer de útero". A paciente é tabagista (1 maço/dia), há 40 anos, e apresenta história mórbida pregressa de hipertensão arterial sistêmica, em tratamento, e de intolerância glicêmica, em tratamento, via oral. Conta que pratica pilates 3 vezes por semana e que tem independência financeira e social, apresentando-se calma durante a consulta. Ao exame físico, encontra-se lúcida, orientada, contactuante e atenta. Seu IMC é de 30 kg/m². Os exames laboratoriais não apresentam particularidades. Informa que gostaria de decidir sobre sua saúde por conta própria.Considerando esse caso, o médico generalista da atenção primária deve
Sangramento pós-menopausa exige USG transvaginal e respeito à autonomia do paciente idoso lúcido.
Sangramento vaginal pós-menopausa é um sinal de alerta para câncer de endométrio e sempre requer investigação, sendo a ultrassonografia transvaginal o exame inicial. A autonomia do paciente idoso, quando lúcido e capaz de tomar decisões, deve ser plenamente respeitada, garantindo privacidade e sigilo médico.
O sangramento vaginal pós-menopausa é uma queixa comum e, embora muitas vezes benigna, deve ser sempre investigada como um sinal de alerta para câncer de endométrio, que é o câncer ginecológico mais comum em países desenvolvidos. A incidência aumenta com a idade, e fatores de risco como obesidade, diabetes, hipertensão e terapia de reposição hormonal estrogênica sem progesterona são importantes. A abordagem inicial na atenção primária é crucial para um diagnóstico precoce e melhor prognóstico. O primeiro passo na investigação é a ultrassonografia transvaginal para avaliar a espessura do endométrio. Um endométrio com espessura maior que 4-5 mm em mulheres pós-menopausa geralmente indica a necessidade de biópsia endometrial (histeroscopia com biópsia ou curetagem). É fundamental diferenciar causas benignas (atrofia endometrial, pólipos) de malignas. A história clínica detalhada, incluindo fatores de risco e uso de medicamentos, complementa a avaliação. Além da investigação clínica, a questão ressalta um aspecto ético fundamental: o respeito à autonomia do paciente idoso. Pacientes idosos lúcidos e orientados têm o direito de decidir sobre sua saúde, e o sigilo médico deve ser mantido. A comunicação com familiares deve ocorrer apenas com o consentimento do paciente. Este princípio é essencial para uma prática médica humanizada e ética, especialmente na atenção primária, onde a relação médico-paciente é frequentemente de longo prazo.
A primeira conduta é sempre investigar, pois sangramento vaginal pós-menopausa é um sinal de alerta para patologias graves, incluindo câncer de endométrio. A ultrassonografia transvaginal é o exame inicial de escolha para avaliar a espessura do endométrio.
A autonomia do paciente idoso deve ser respeitada integralmente, desde que ele demonstre lucidez e capacidade de tomar decisões sobre sua saúde. Isso inclui o direito à privacidade, ao sigilo médico e à escolha sobre seu tratamento, sem a necessidade obrigatória de um responsável.
Neste caso, a paciente apresenta obesidade (IMC 30 kg/m²), hipertensão arterial sistêmica e intolerância glicêmica, além de tabagismo. Todos esses são fatores de risco conhecidos para o desenvolvimento de câncer de endométrio, o que reforça a necessidade de investigação do sangramento.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo