UniEVANGÉLICA - Universidade Evangélica de Goiás — Prova 2015
Mulher de 60 anos de idade, em uso de terapia de reposição hormonal combinada, contínua há 6 anos. Há 4 meses apresenta sangramento vaginal esporádico discreto. A ultrassonografia mostra endométrio de 8 mm e miométrio homogêneo. Com esses dados, a conduta deve ser:
Sangramento vaginal pós-menopausa em TRH contínua → sempre investigar com biópsia endometrial, independente da espessura endometrial.
Qualquer sangramento vaginal em mulheres na pós-menopausa, especialmente aquelas em terapia de reposição hormonal combinada contínua, é considerado anormal e deve ser investigado para excluir patologias endometriais malignas ou pré-malignas. A biópsia de endométrio é a conduta padrão.
O sangramento vaginal pós-menopausa é um sintoma que nunca deve ser negligenciado, pois é o principal sinal de alerta para o câncer de endométrio. A incidência de câncer de endométrio aumenta com a idade, e a terapia de reposição hormonal (TRH) combinada contínua, embora ofereça benefícios, exige monitoramento rigoroso. A presença de sangramento, mesmo que discreto e esporádico, em uma paciente em TRH contínua, é um indicativo de que a investigação endometrial é imperativa. A fisiopatologia do sangramento pode envolver desequilíbrios hormonais, atrofia endometrial, pólipos, miomas ou, mais preocupantemente, hiperplasia endometrial ou carcinoma. A ultrassonografia transvaginal é um exame inicial útil para avaliar a espessura endometrial e a presença de outras alterações. Contudo, em casos de sangramento em TRH contínua, a biópsia de endométrio é o padrão-ouro para descartar malignidade, independentemente da espessura endometrial, pois mesmo endométrios de espessura limítrofe podem abrigar patologias. A conduta deve ser sempre a suspensão da TRH e a realização da biópsia endometrial para análise histopatológica. Isso permite um diagnóstico precoce e o tratamento adequado de qualquer condição pré-maligna ou maligna. O acompanhamento rigoroso é fundamental para garantir a segurança da paciente e otimizar os benefícios da TRH, minimizando os riscos associados.
O sangramento vaginal em mulheres pós-menopausa é um sinal de alerta crucial, pois pode indicar patologias endometriais graves, incluindo hiperplasia endometrial com atipias ou carcinoma de endométrio, que exigem investigação imediata.
A conduta recomendada é suspender a terapia de reposição hormonal e realizar uma biópsia de endométrio. Mesmo com um endométrio de espessura limítrofe na ultrassonografia, o sangramento é um indicativo de investigação obrigatória.
Em mulheres pós-menopausa sem TRH, um endométrio de até 4-5 mm é geralmente considerado normal. No entanto, em uso de TRH, especialmente a combinada contínua, qualquer sangramento é anormal e a espessura endometrial não deve ser o único critério para dispensar a biópsia.
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